domingo, 5 de outubro de 2025

PORTAL - GNA- UFOLOGIA - O APOCALIPSE DE ZACARIAS - MARATONA APOCALIPSE - UFOLOGIA CÓSMICA ESPIRITUAL - GRUPO DE NATUREZA ALIENÍGENA - GNA

 






O APOCALIPSE  DE   ZACARIAS


O Livro de

ZACARIAS


O Apocalipse de Zacarias é uma seção dentro do livro bíblico de Zacarias, no Antigo Testamento, que contém visões proféticas sobre eventos futuros, especialmente relacionados à restauração de Israel e ao tempo do fimA palavra "apocalipse" significa revelação, e o livro de Zacarias é frequentemente interpretado como um apocalipse por seu caráter futurista, com visões que descrevem a primeira e a segunda vinda do Messias e a salvação futura de Jerusalém. 
Principais Temas e Profecias:
  • Restaurar e Reconstruir: 
    A mensagem central de Zacarias, que viveu durante o retorno a Jerusalém, era de encorajamento para a reconstrução do Templo e da cidade, mostrando a oportunidade de Deus para um novo começo. 
  • As Visões Proféticas: 
    Zacarias teve diversas visões que serviam para antecipar eventos futuros, como:
    • As Oito Visões: Um conjunto de visões que detalham a restauração da comunidade de Israel e da cidade de Jerusalém. 
    • O Messias: Zacarias previu tanto a primeira vinda do Messias, que seria rejeitado, quanto a sua volta triunfal para libertar seu povo. 
    • Juízo e Salvação: O livro descreve um dia futuro em que todas as nações estarão unidas contra Jerusalém, mas Deus defenderá Judá e a salvará, com o Senhor sendo o Rei em toda a terra. 
  • Esperança na Segunda Vinda de Cristo: 
    O texto de Zacarias, em sua parte final, é visto como um prenúncio de um futuro onde nações buscarão o Senhor, ecoando a esperança messiânica expressa no livro do Apocalipse do Novo Testamento. 

Em resumo, o Apocalipse de Zacarias é uma poderosa revelação divina sobre o futuro de Israel, a vinda do Messias e a restauração final de Jerusalém, com um chamado à coragem e à fé para a reconstrução no presente. 






O LIVRO DE ZACARIAS


Autor Os estudiosos divergem enormemente

quanto à autoria do Livro de Zacarias. O autor é iden-

tificado em 1.1 como "Zacarias, filho de Baraquias, fi-

lho de Ido". Tem-se afirmado tradicionalmente que

esse homem foi um contemporâneo de Ageu, no século VI a.C., e

que todo o livro foi escrito por ele. Contudo, alguns críticos estudio-

sos têm argumentado por algum tempo que havia essencialmente

dois livros (caps. 1-8 e 9-14). A primeira parte é considerada

como sendo do século VI a.C., da autoria do próprio profeta. en-

quanto a segunda parte é considerada de um período posterior. em

geral da era dos macabeus, no século li a.C. Vários argumentos his-

tóricos e literários tem sido utilizados para se chegar a essas con-

clusões. mas todos se constituem, na melhor das hipóteses, em

meras tentativas. Não há razões fortes o suficiente para se concluir

que Zacarias não tenha sido, de fato, o único autor deste livro.

~ Data e Ocasião O peoornme h;"'"'° de · ·· · · ~ Zacarias é o mesmo de Ageu (Introdução a Ageu).

~ · mas seus ministérios foram diforentes quanto à ênfa-

--==- se. O trabalho de Ageu centralizou-se na reconstru-

ção do templo, enquanto o de Zacarias foi extensivamente

designado para encorajar o povo de Deus com respeito ao

bem-estar de Jerusalém e de seu futuro a longo prazo.

Características e Temas Zacarias con-

têm uma variedade de formas literárias. As visões

da primeira parte são semelhantes às visões de Eze-

quiel e de Daniel, em parte porque as profecias pos-

teriores em Israel se valeram mais de visões. Este livro é

freqüentemente tomado como exemplo dos primeiros escritos

apocalípticos (Introdução a Daniel: Características e Temas). e

certamente métodos e temas característicos desse tipo de litera-

tura estão presentes em Zacarias. No cap. 14, uma batalha final

contra Jerusalém é descrita em que Deus surge como guerreiro

vitorioso para salvar o seu povo dos inimigos. De forma seme-

lhante. as visões dos cavaleiros ( 1. 7-11), dos quatro carros

(6.1-8) e da mulher dentro do efa (5.5-11) também podem ser

consideradas apocalípticas.

O que auxilia enormemente nossa compreensão dos ensina-

mentos de Zacarias é reconhecer que o profeta retrata o futuro em

rápidas imagens, que não são colocadas em uma seqüência espe-

,----

Esboço de Zacarias

1. Encorajamento para o tempo presente (caps. 1-8)

A. Exortação ao arrependimento (1.1-6)

8. As oito visões noturnas (1.7-6.8)

1. O homem entre as murteiras (1. 7-17)

2. Os quatro chifres e os quatro ferreiros

(1.18-21)

cífica. Ao lermos uma passagem, vemos apenas o que está acon-

tecendo naquela imagem, e não como esta se relaciona às demais.

Mais adiante, o profeta retrata até mesmo as bênçãos presentes

desfrutadas pelos cristãos em termos de figuras de linguagem e

costumes da vida no Antigo Testamento.

As visões de Zacarias mesclam o presente e o futuro como

em um tecido entrelaçado impossível de ser rasgado em peda-

ços. Por essa razão, várias vezes torna-se difícil determinar que

período de tempo o autor tem em mente. As promessas (p. ex.,

2.5, 11) relacionam-se com o público imediato do tempo de Zaca-

rias e também a um futuro distante. Essa "visão de telescópio" ou

compressão do futuro próximo e distante é uma característica

comum dos escritos proféticos.

O bem-estar e o futuro de Jerusalém como a cidade santa é

um tema que permeia todo o Livro de Zacarias. Diversas visões de-

senvolvem esse tema (1.7-17; 2.1-13; 5.1-4 e notas). O cap. 8

apresenta um quadro de Jerusalém, com Deus em seu meio, vi-

vendo numa linda tranqüilidade. O livro termina com um capítulo

que desenvolve esse tema (cap. 14). O foco de Zacarias em Jeru-

salém reflete o tema da Sião ideal, que era esperada no Antigo Tes-

tamento (SI 46; 48; 132).

Zacarias apresenta muitos quadros explícitos do Messias, o

Senhor Jesus Cristo. Um padrão estabelecido entre o Antigo Testa-

mento e o Novo Testamento é o de Jesus como Messias cumprin-

do as promessas que o Senhor proferiu a seu próprio respeito no

Antigo Testamento. As promessas de Deus sobre suas realizações

futuras se cumprem através do seu Ungido. Isso explica as fre-

qüentes citações desse livro no Novo Testamento. O Messias é re-

tratado como o Rei que entra em Jerusalém montado sobre um

jumento em 9.9-1 O, passagem citada por Mateus na entrada triun-

fal de Jesus (Mt 21.1-11). A traição contra Cristo e sua morte são

mencionadas em 13. 7. Zacarias desenvolve ainda a figura messiâ-

nica do "RENOVO", que unifica as funções de sacerdote e rei (3.8,

nota; 6.12, nota).

O período messiânico é mencionado em outras passagens.

mesmo onde o Messias não é explicitamente citado. A promessa

encontrada em 2.5, 1 O, da habitação de Deus entre seu povo, se

cumpre em Cristo (Jo 1.14 e nota). De forma semelhante, a Festa

dos Tabernáculos celebrada em 14.16-20 encontrará sua completa

expressão no Reino do Messias, quando a nova Jerusalém desce

do céu (Ap 21.1-3).

3. Um homem com um cordel de medir (cap. 2)

4. Vestes limpas para o sumo sacerdote (cap. 3)

5. O candelabro de ouro e as duas oliveiras (cap. 4)

6. O rolo voante (5.1-4)

7. A mulher e o efa (5.5-11)

8. Os quatro carros (6.1-8)

ZACARIAS 1 1074

C. Apêndice: a coroação de Josué como uma profecia do

renovo que virá (6.9-15)

D. Problemas sociais e a transformação de Jerusalém

(caps. 7-8)

1. A questão do jejum (7.1-7)

2. O fracasso em fazer justiça e demonstrar

misericórdia (7.8-14)

3. As bênçãos de Deus sobre a Jerusalém futura

(8.1-15)

4. Resposta à questão do jejum (8.16-19)

5. A bênção de Deμ~ se estende à humanidade (8.20-23)

li. O futuro do reino de Deus (caps. 9-14)

A. O primeiro oráculo pr,ofético (caps. 9-11)

1. A chegada de Deus, o Rei, vindo do Norte (9.1-8)

2. A chegada do Rei a Jerusalém (9.9-1 O)

3. A chegada de Deus, o Rei, vindo do Sul (9.11-17)

4 .. A destruição dos ídolos pelo Pastor-Rei (cap. 1 O)

5. Um poema sobre a destruição das nações

orgulhosas (11.1-3)

6. Um retrato do Pastor de Deus (11.4-17)

B. O segundo oráculo profético (caps. 12-14)

1. O juízo de Deus sobre as nações e a salvação de

Jerusalém (12.1-9)

2. O lamento do povo de Deus em Jerusalém

(12.10-14)

3. A purificação da terra de Judá (13.1-6)

4. O Pastor ferido (13.7-9)

5. A guerra contra Jerusalém (14.1-15)

6. A celebração final da Festa dos Tabernáculos

(14.16-21)

Exortação ao arrependimento me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos.

1 No oitavo mês ado segundo ano de Dario, veio a palavra 4 Não sejais como vossos pais, ea quem clamavam os primei-

do SENHOR bao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho ros profetas, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos:

de C!do, dizendo: 2 O SENHOR se irou em extremo contra vos- !Convertei-vos, agora, dos vossos maus caminhos e das vos-

sos pais. 3 Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos Exérci- sas más obras; mas não ouviram, nem me atenderam, diz o

tos: Tornai-vos dpara mim, diz o SENHOR dos Exércitos, e eu SENHOR. svossos pais, onde estão eles? E os profetas, acaso,

• CAPÍTULO! taZc7.1 bMt23.35CNe12.4,16 3d[Ml3.7-10] 4e2Cr36.15-16Íls31.6

•1.1·6 Zacarias faz os devidos preparativos para o registro escrito das visões

noturnas de 1.7-6.8.

•1.1 No oitavo mês do segundo ano de Dario. Entre os meses de outubro/no-

vembro de 520 a.e. Compare as datas em Ag 1.1, 15 para ver como esses dois pro-

fetas - Zacarias e Ageu - exerceram o seu ministério ao mesmo tempo.

Zacarias começou o seu ministério dois meses depois que os judeus que tinham re-

gressado da Babilônia começaram a reconstruir o templo de Jerusalém.

Zacarias, filho de Baraquias. Ver Introdução: Autor; Data e Ocasião. O nome

desse profeta significa "o Senhor lembra".

•1.2 O SENHOR se irou em extremo. Os vs. 2-6 servem de prefácio às oito visões

noturnas de 1.7-B.8. Esta seção mostra que embora o povo de Israel tenha rea-

gido bem à convocação de Ageu para reconstruir o templo, o coração deles ainda

estava distante de Deus. O Senhor continuava extremamente irado contra eles.

•1,3 o SENHOR dos Exércitos. Um título divino muito usado pelos profetas

pós-exílicos Zacarias, Ageu e Malaquias. Esse título tem conotações mil'ltares

(Deus como líder dos exércitos de Israel, 1 Sm 17.45), mas também enfatiza o

reinado soberano de Deus sobre toda a criação.

Tornai-vos para mim e eu me tornarei para vós outros. O arrependimento

envolve um afastamento total do pecado e um voltar-se para Deus. O voltar-se de

Deus abençoaria o seu povo com a sua presença (1.16; 2.11 ).

•1.4 os primeiros profetas. Ou seja, os profetas pré-exílicos (p. ex .. Isaías,

Jeremias, etc.).

As visões de Zacarias (1.7)

As visões de Zacarias têm um significado histórico para o seu tempo, mas têm também um significado

para todos os tempos. Deus salvará o seu povo e julgará os ímpios.

Visão Significado

Os ventos do céu realizam o julgamento de toda a terra

(6.5,7)

1075 ZACARIAS 1

ANJOS

Zc 1.9

·--------------~

Os anjos (o grego ange/os significa mensageiro) constituem uma das duas espécies de seres pessoais criados por Deus, sendo a

humanidade a outra espécie. Multidões em número (Mt 26.53; Ap 5.11 ), os anjos são agentes morais inteligentes. Não têm corpo

nem são comumente visíveis, ainda que possam manifestar-se naquilo que parece uma forma física (Gn 18.2-19.22; Jo 20.12-13;

At 12.7-10). Não se casam nem estão sujeitos à morte (Mt 22.30; lc 20.35-36). Eles podem mover-se de um ponto a outro no

espaço e muitos podem concentrar-se numa pequena área (Lc 8.30, onde a referência é a anjos decaídos).

Como os seres humanos, os anjos estavam originariamente num período de provação, e alguns deles caíram em pecado.

Os muitos que passaram no teste estão agora evidentemente confirmados num estado de santidade e glória imortal. Os céus

são o seu lugar de habitação (Mt 18.1 O; 22.30; Ap 5.11 ), onde cultuam a Deus constantemente (SI 103.20-21; 148.2), e de

onde Deus os envia a prestarem serviços aos cristãos (Hb 1.14). Estes são os anjos usantos" e ueleitosu (Mt 25.31; Me 8.38;

Lc 9.26; At 10.22; 1Tm 5.21; Ap 14.1 O), aos quais a obra da graça de Deus em Cristo continua a manifestar uma crescente

medida de sabedoria e glória divinas (Ef 3.1 O; 1 Pe 1.12).

Os santos anjos protegem os crentes (SI 34. 7; 91.11-12), aos pequeninos em particular (Mt 18.1 O), e observam

constantemente aquilo que ocorre na Igreja (1 Co 11.10). Está subentendido que eles desenvolvem importante ministério

junto aos crentes na hora da morte (Lc 16.22), mas não temos detalhes a respeito disso. O mundo pode vigiar os cristãos na

esperança de vê-los cair, porém os anjos os observam para ver o triunfo da graça em sua vida.

O misterioso ''Anjo do Senhoru ou "Anjo de Deus", que aparece com freqüência nas primeiras partes do Antigo Testamento,

é, às vezes, identificado com Deus e, outras vezes, é distinto de Deus (Gn 16.7-13; 18.1-33; 22.11-18; 24.7.40; 31.11-13;

32.24-30; 48.15-16; Êx 3.2-6; 14.19; 23.20-23; 32.34-33.5; Nm 22.22-35; Js 5.13-15; Jz 2.1-5; 6.11-23; 9.13-23). Em

certas ocasiões, pelo menos, esse Anjo é, em certo sentido, Deus agindo como seu próprio mensageiro e é comumente

entendido como uma manifestação preencamada de Deus Filho.

A atividade angélica foi proeminente nos grandes momentos cruciais do plano divino da salvação (nos dias dos patriarcas,

nos tempos do êxodo; na outorga da Lei; no período do exílio e restauração; no nascimento, ressurreição e ascensão de Jesus

Cristo). Os anjos estarão de novo em proeminência na segunda vinda de Cristo (Mt 25.31; Me 8.38).

vivem para sempre? 6 Contudo, gas minhas palavras e os

meus estatutos, que eu prescrevi aos profetas, meus servos,

não alcançaram a vossos pais? Sim, estes se arrependeram e

disseram: ncomo o SENHOR dos Exércitos fez tenção de nos

tratar, segundo os nossos caminhos e segundo as nossas

obras, assim ele nos fez.

num vale profundo; atrás dele se achavam icavalos verme-

lhos, baios e brancos. 9 Então, perguntei: 1

meu senhor, quem

são estes? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Eu te

mostrarei quem são eles. 10 Então, respondeu o homem que

estava entre as murteiras e disse: msão os que o SENHOR tem

enviado para percorrerem a terra. 11 nEles responderam ao

anjo do SENHOR, que estava entre as murteiras, e disseram:

A primeira l/isão: os cavalos Nós já percorremos a terra, e eis que toda a terra está, agora,


7No Vigésimo quarto dia do mês undécimo, que é o mês repousada e tranqüila. 12 Então, o anjo do SENHOR respon-

de sebate, no segundo ano de Dario, veio a palavra do deu: ó SENHOR dos Exércitos, oaté quando não terás compai-

SENHOR ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de ldo. xão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estás

B Tive de noite uma visão, e eis 'um homem montado num indignado Pfaz já setenta anos? 13 Respondeu o SENHOR com

cavalo vermelho; estava parado entre as murteiras que havia qpalavras boas, palavras consoladoras, ao anjo que falava

• 68[ls5511] hLm 1.18; 2.17 8i[Ap64JÍ[Zc6.2-7] 91Zc44-5.13; 64 10 m[~b-1~~~~1-;;0-21] l~~~Jr~- 25.11-12; 29.10 13 qJr29.10

nem me atenderam. Os seus pais haviam demonstrado obstinação e rebelião

(2Rs 17.13-15). Em conseqüência, as maldições da aliança (Dt 28.15-68) caíram

sobre eles por causa da sua desobediência.

diz o SENHOR. Essa expressão hebraica indica uma declaração que dá aos profe-

tas discernimento quanto ao plano e à vontade de Deus (SI 110.1 ).

•1.6 aos profetas, meus servos. Ver a nota em Is 20.3.

se arrependeram. Ver Ne 9.1-10.27.

fez tenção. A palavra hebraica sugere que a puniçáo divina dos antepassados

pré-exílicos aconteceu de acordo com um plano.

•1. 7-17 Esses versículos registram a primeira das oito visões que Zacarias teve

no decurso de uma noite (v. 8). As visões estão organizadas de modo que a pri-

meira e a última (61-8) correspondem uma à outra na linguagem figurada dos ca-

valos e dos carros. A primeira enfatiza a lealdade de Deus ao seu povo; ele é o

reconstrutor de Jerusalém e o seu protetor contra as forças pagãs do mundo ex-

terior. A visáo convoca o povo de Deus a olhar para além das suas atuais circuns-

tâncias e a colocar a sua confiança nas promessas de Deus.

•1.8 cavalo vermelho ... vermelhos, baios e brancos. A significação dessas

cores é incerta.

•1.9 Respondeu-me o anjo que falava comigo. Esse anjo intérprete (1.19;

2.3; 3.1; 4.1) deve ser distinguido do "anjo do SENHOR" lv. 12, nota; 3.1 ). Ver a

nota teológica "Anjos".

• 1.11 eis que toda a terra está, agora, repousada. As nações autoconfian-

tes contrastam com o estado judeu que se debate sob o governo persa. Mesmo

assim, Deus assegura ao seu povo de que essas nações orgulhosas experimenta-

rão o julgamento divino lcf. as palavras de Obadias sobre a falsa segurança de

Edorn; Ob 3-4,8)

•1.12 o anjo do SENHOR. Ver as notas em Gn 16. 7. Muitos estudiosos (embora

não todos) identificam esse "anjo" com o "homem montado em um cavalo ver-

melho" (v 8).

setenta anos. Uma referência à profecia de Jr 25.11-12, onde foi anunciado o

exílio babilônico.

•1.13 palavras boas, palavras consoladoras. Palavras que refletem o amor

ZACARIAS 1, 2 1076

comigo. 14 E este me disse: 1 Clama: Assim diz o SENHOR

dos Exércitos: Com grande 2 empenho, restou 3 zelando por

Jerusalém e por Sião. IS E, com grande indignação, estou

irado contra as nações que vivem confiantes; porque seu es-

tava um pouco indignado, e elas agravaram o mal. 16 Por-

tanto, assim diz o SENHOR: 1

Voltei-me para Jerusalém com

misericórdia; a minha "casa vnela será edificada, diz o

SENHOR dos Exércitos, e xo cordel será estendido sobre Jeru-

salém. 17 Clama outra vez, dizendo: Assim diz o SENHOR dos

Exércitos: As minhas cidades ainda 4 transbordarão de bens;

zo SENHOR ainda consolará a Sião e aainda escolherá a Jeru-

salém.

A segunda l'isão: os quatro chifres

e os quatro ferreiros

18 Levantei os olhos e vi, e eis quatro bchifres. 19 Per-

guntei ao anjo que falava comigo: que é isto? Ele me res-

pondeu: csão os 5 chifres que dispersaram a Judá, a Israel e

a Jerusalém. 20 O SENHOR me mostrou quatro ferreiros.

21 Então, perguntei: que vêm fazer estes? Ele respondeu:

Aqueles são os d chifres que dispersaram a Judá, de manei-

ra que ninguém pode levantar a cabeça; estes ferreiros,

pois, vieram para os amedrontar, para derribar os chifres

das nações que •levantaram o seu poder contra a terra de

Judá, para a espalhar.

A terceira l'isão: Jerusalém é medida

2 Tornei a levantar os olhos e vi, e eis aum homem que ti-

nha na mão um cordel de medir. 2 Então, perguntei: para

onde vais tu? Ele me respondeu: bMedir Jerusalém, para ver

qual é a sua largura e qual o seu comprimento. 3 Eis que saiu

o anjo que falava comigo, e outro anjo lhe saiu ao encontro.

4 E lhe disse: Corre, fala a este jovem: cJerusalém será habita-

da como as aldeias sem muros, por causa da multidão de ho-

mens e animais que haverá nela. s Pois eu lhe serei, diz o

SENHOR, dum muro de fogo em redor ee eu mesmo serei, no

meio dela, a sua glória.

Israel exortado a voltar para Sião

6 Eh! Eh! Fugi, agora, Ida terra do Norte, diz o SENHOR,

porque gvos espalhei como os quatro ventos do céu, diz o

SENHOR. 7 Eh! hSalva-te, ó Sião, tu que habitas com a filha da

Babilônia. 8 Pois assim diz o SENHOR dos Exércitos: Para ob-

ter ele a glória, enviou-me às nações que vos despojaram;

porque aquele que ;tocar em vós toca na 'menina do seu

olho. 9 Porque eis aí iagitarei a mão contra eles, e eles virão

a ser a 2 presa daqueles que os serviram; assim, 'sabereis vós

que o SENHOR dos Exércitos é quem me enviou. 10 mcanta e

exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e nhabitarei no

meio de ti, diz o SENHOR. 11 oNaquele dia, Pmuitas nações

se ajuntarão ao SENHOR e serão o qmeu povo; habitarei no

..&===~

~ 14 rzc 8.2 1 Ou seja, Proclama 2Lit. ciúme ou zelo 30u ciumando 15 s1s 47.6 16 l[ls 12.1; 54.8; Zc 2.10; 8.3) UEd 6.14-15; Ag 1.4; Zc

4.9 v2Cr 36.23; Ed 1.2-3; Is 44.28 xzc 2.1-3 17 z11s 40.1-2; 51.3) aIs 14.1; Zc 2.12 40u aumentarão e prosperarão ouse espalharão por

meio ,da prosperidade 18 b [Lm 2.17) 19 e Ed 4.1.4.7 5 Reinos ou poderes 21 d [SI 75.10) e SI 75.4-5

CAPITULO 2 1 a Jr 31.39; Ez 40.3; 47.3; Zc 1.16 2 b Ap 11.1 4 e Jr 31.27 5 d [Is 26.1) e [Is 60 19) 6/ls 48.20 gDt 28.64 7 h Is

48.20; Jr 51.6; [Ap 18.4) • 8 i Dt 32.1 O; SI 17.8 1 Lit. pupila 9 j Is 19.16 / Zc 4.9 2 espólio ou o despojo 1 O m Is 12.6 n [Lv 26 12)

11 o Zc 3.1 O P [Is 2.2-3) q Ex 12.49

de Deus pelo seu povo e reafirmam o compromisso divino de não abandonar a

sua nação IHb 135)

•1.14 estou zelando por Jerusalém. Ver nota textual. Primeira expressão do

tema do zelo de Deus no Livro de Zacarias 18 2) O amor zeloso de Deus pelo seu

povo escolhido levou-o a agir em favor deles. Um tema semelhante acha-se ex-

presso em Sf 3.9-20.

•1.15 E, com grande indignação, estou irado contra as nações. Note o

contraste com o v. 2, onde a ira de Deus contra o seu próprio povo no passado é

expressa. Aqui, o amor de Deus por aqueles que lhe pertencem [v. 14, acima) o

leva a protegê-los fazendo vir julgamento sobre as nações que perseguiram o seu

povo de forma cruel.

•1.17 o SENHOR ... ainda escolherá a Jerusalém. Um tema comum nas vi-

sões 12.12; 3.2). O fato de Deus escolher o seu povo distingue Israel das nações

pagãs. O resultado da sua escolha é trazer-lhes prosperidade ["minhas cidades

ainda transbordarão de bens").

•1.18-21 A segunda visão enfoca os quatro chifres. O "chifre" era um símbolo de

poder e de orgulho no antigo Oriente Próximo [SI 75.4-5). Esta visão se acha em

continuidade com a primeira: Sião será reconstruída e as nações destruídas. A

identificação dos quatro chifres poderia ser a mesma que a das profecias de Da-

niel IDn 2.36-45; 7.17-28) e, desta forma, corresponder ou à Babilônia. Média-

Pérsia, Grécia e Roma. ou então à Assíria, Babilônia, Egito e Pérsia (10.10-11 ). Os

chifres também poderiam ter um significado mais amplo e referir-se aos "quatro

cantos da terra" [Ap 20.8).

•T.21 para derribar os chifres das nações. Os quatro ferreiros surgem para

derrubar o poder das nações. Isso simboliza o julgamento de Deus que vem sobre

as nações que perseguiram o povo escolhido. um cumprimento da promessa de

Deus a Abraão de que ele amaldiçoaria aqueles que amaldiçoassem os descen-

dentes de Abraão (Gn 12.3).

•2.1-5 A terceira visão de Zacarias descreve um homem com uma linha de me-

dir. Essa visão salienta a proteção divina conferida ao povo de Deus mediante a

sua presença pessoal [v. 5, notas) É provável que as muralhas de Jerusalém ain-

da não tivessem sido reerguidas e que a cidade estivesse sujeita a ataques por

bandos de assaltantes.

•2.1 um cordel de medir. Uma ferramenta que se tornou um símbolo da re-

construção usada por Jeremias na descrição da Jerusalém restaurada [Jr 31.39).

•2.4 sem muros. Os profetas do Antigo Testamento olham para um tempo

quando Jerusalém será o centro de adoração para as nações [v. 11; 8.20-23; Is

2 1-4) e a cidade terá uma imensa população.

multidão de homens e animais. Ver a nota no v. 11.

•2.5 um muro de fogo em redor. Os profetas retratam o dia da plena restaura-

ção como um segundo êxodo com a figura da coluna de fogo [Is 4.5-6). Assim

como, no passado, Israel era protegido dos seus inimigos pelo próprio Deus, as-

sim também ele o guardará novamente dos seus opressores.

glória. A presença de Deus significa muito mais do que mera proteção. Ela é a

fonte de toda a bênção para o seu povo. A essência da aliança renovada é esta:

"Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo" (Jr 31.33).

•2.6-13 Nesta seção, o profeta se dirige aos judeus que se acham na Babilônia

lvs. 6-9) e na cidade de Jerusalém [vs. 10-13).

•2.6 vos espalhei. Uma referência ao julgamento divino de Judá, no exílio.

como punição pela desobediência à aliança (Dt 28.36.49-50). O tempo do julga-

mento terminou; o tempo da restauração é chegado (v. 7).

•2.8 na menina do seu olho. Ver a nota em Dt 32.1 O.

•2.10 habitarei no meio de ti. Essa promessa subentende a santificação do

povo e da terra por meio do sangue da aliança eterna (3.9, notas; 8.8, nota; Hb

13.20)

•2.11 muitas nações. A extensão da visão transcende qualquer coisa que os

judeus pudessem realizar em seus dias. A visão focaliza um tempo quando a sal-

vação não estará limitada à nação judaica. mas estenderá a graça de Deus a to-

das as nações. Esse dia veio com Cristo por ocasião da inauguração do reino de

Deus.

1077 ZACARIAS 2-4

meio de ti, e 'saberás que o SENHOR dos Exércitos é quem tos: Se andares nos meus caminhos e iobservares os meus

preceitos, também tu ijulgarás a minha casa e guardarás os

meus átrios, e te darei livre acesso entre estes 1

que aqui se en-

contram. 8 Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus

companheiros que se assentam diante de ti, porque são mho-

mens de 2 presságio; eis que eu farei vir no meu servo, o oRe-

novo. 9 Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué;

Psobre esta pedra única estão qsete olhos; eis que eu lavrarei a

sua escultura, diz o SENHOR dos Exércitos, e 'tirarei a iniqüi-

dade desta terra, num só dia. 10 5Naquele dia, diz o SENHOR

dos Exércitos, cada um de vós convidará ao seu próximo para 1

debaixo da vide e para debaixo da figueira.

me enviou a ti. 12 Então, o SENHOR 5 herdará a Judá como

sua porção na terra santa e, de novo, escolherá a Jerusalém.

13 1Cale-se toda carne diante do SENHOR, porque ele se le-

vantou uda sua santa morada.

A quatta visão: o sumo sacerdote Josué

3 Deus me mostrou o sumo sacerdote aJosué, o qual esta-

va diante do Anjo do SENHOR, e bSatanás 1 estava à mão

direita dele, para se lhe opor. 2 Mas o SENHOR disse a Satanás:

co SENHOR te repreende, ó Satanás; sim, o SENHOR, quedes-

colheu a Jerusalém, te repreende; e não é este um tição tirado

do fogo? 3 Ora, Josué, trajado de !vestes sujas, estava diante

do Anjo. 4 Tomou este a palavra e disse aos que estavam dian- A quinta visão: o candelabro de ouro

te dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho entre duas oli11eiras

feito que passe de ti a tua iniqüidade ge te vestirei de finos tra- 4 aTornou o anjo que falava comigo e me despertou,

jes. s E disse eu: ponham-lhe um hturbante limpo sobre a ca- bcomo a um homem que é despertado do seu sono, 2 e

beça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e me perguntou: Que vês? Respondi: olho, e eis cum candeia- o vestiram com trajes próprios; e o Anjo do SENHOR estava ali, bro todo de ouro e um vaso de azeite em cima d com as suas

6 protestou a Josué e disse: 7 Assim diz o SENHOR dos Exérci- sete lãmpadas e sete tubos, um para cada uma das lãmpadas

·-r-E~3.33 12 S[Dt 32.9]; SI 3312; Jr 10.16 13 IHc 2.20; SI 1.7 us168.5 -----------

CAPÍTULO 3 1 a Ed 5.2; Ag 1.1; Zc 6.11 b 1Cr 21.1; Já 1 6; SI 109 6; [Ap 12.9-1 O] l Lit. o Adversário 2 e Me 9.25; [Jd 9] d [Rm 8.33] e Am

4.11;Jd23 3/Ed9.15;1s64.6 48Gn3.21;1s61.10 5hÊx29.6 7iLv835;Ez44.16iDt17.9,12iZc3.4 smSf71.7nls42.1 oIs

11.1; 53.2; Jr 23.5; 33.15; Zc 6.12 2Lit. sinal ou prodígio, milagre 9 P[Zc 4.10; Ap 5.6] qs1118.22 r Jr 31.34; 50.20; Zc 3.4 10 szc 2.11 11Rs

4.25; Is 36.16; Mq 4.4

CAPÍTULO 4 1azc1.9; 2.3 bDn 8.18 2CAp1.12 dÊx 2537; [Ap 4.5]

•2.12 na terra santa. Uma expressão usada somente aqui nas Escrituras. A ter-

ra de Judá será santa porque Deus lá habitará. Zacarias está visualizando a mais

plena realização da promessa de Deus feita a Abraão IGn 12.3; 15.5).

•2.13 Cale-se. Toda a humanidade devia reverenciar a Deus por causa da gran-

de salvação anunciada neste capítulo IHb 2.20).

ele se levantou. Com o propósito de julgar. Deus julgará as nações que oprimi-

ram o seu povo como também proverá uma habitação segura para eles.

•3.1-10 A quarta visão diz respeito ao sumo sacerdote Josué IEd 3.2, nota tex-

tual) e trata especificamente do problema de um sacerdócio impuro. A visão

aponta. primeiro. a solução divina para o problema lvs. 4-5) e, em conclusão,

mostra como Deus apagará o pecado de todo o seu povo lvs. 8-9).

•3.1 Uma cena de tribunal semelhante àquela de Já IJó 1 6-12). Satanás veio

acusar Josué a respeito da sua indignidade para o sacerdócio. O termo hebraico

satan significa "adversário" ou "acusador" Inata textual); aqui. ele pode ser uma

descrição, e não um nome próprio.

estava diante. Josué assume a posição de um sacerdote que ministra na pre-

sença de Deus. A acusação é um dos principais estratagemas de Satanás contra

os fiéis. Isso difere da ação do Espírito Santo. O Espírito convence do pecado a fim

de impulsionar-nos ao arrependimento e perdão. O alvo de Satanás é a destrui-

ção, não a redenção.

•3.2 tição tirado do fogo. O fogo é uma metáfora do exílio. do qual o povo de

Deus havia sido arrancado. Am 4.11 também usa a mesma expressão para falar

sobre o perigo do qual Deus redime o seu povo.

•3.3 trajado de vestes sujas. Vemos aqui a base das acusações de Satanás,

ao afirmar que Josué é indigno. Se o sumo sacerdote é impuro. quem pode fazer

expiação pelo pecado? Se ele não pode fazer a expiação. como pode o povo de

Israel ser perdoado? A resposta é dupla, conforme apresentada abaixo.

•3.4 Tirai-lhe as vestes sujas. Deus qualificou Josué para o sacerdócio dan-

do-lhe vestes novas. Dessa maneira. Josué é um tipo do Renovo ainda por vir lv.

8), o qual cumprirá uma função sacerdotal e nos proverá com vestes de justiça a

partir do seu próprio mérito.

•3.5 um turbante limpo. O turbante fazia parte da vestimenta do sumo sacer-

dote. Um turbante novo e limpo completa as vestes restauradas, indicando que

Deus tinha tirado a acusação contra o sacerdócio IÊx 28.36-38).

•3.8 são homens de presságio. Ver nota textual. Esses homens prefiguram o

Servo Vindouro pelo fato de serem sacerdotes. sendo que Ele atuará como sacer-

dote ao fazer expiação pelo pecado lv. 9, nota).

o meu servo. Um título de honra usado inicialmente para Moisés INm 12.6-8).

Esse termo também foi usado como um título em Isaías, algumas vezes para

Israel lls 41.8; 44.1-2) e algumas vezes !como aqui) para o Messias, o Servo

que redimiria o seu povo lls 42.1-7; 52.13).

o Renovo. Um título messiânico que combina os ofícios de sacerdote e rei 16.12,

nota; Is 4.2. nota).

•3.9 a pedra. Possivelmente uma referência ao Messias. Diversas passagens do

Antigo Testamento acerca da pedra foram interpretadas como messiânicas no

Novo Testamento IS/ 118.22; Is 8.14; 28.16; Mt 21.42; 1 Pe 2.6-8).

sete olhos. A mistura de imagens é difícil de interpretar, mas esses olhos são

símbolos do Deus onisciente e do seu cuidado vigilante !também usados em

410)

tirarei a iniqüidade desta terra. Deus tirará o pecado do seu povo através do

Renovo. Na verdade. o sistema sacerdotal do Antigo Testamento não intenciona-

va cobrir o pecado, mas tão-somente prefigurar aquele que. verdadeiramente,


tratara do pecado humano IHb 1 O 1-18)

num só dia. O dia da expiação llv 16.30; 23.28) era um lembrete anual a respei-

to do pecado IHb 9 7-1 O), porém Cristo. em um único dia !Sexta-Feira Santa) e de

uma vez por todas, fez expiação pelos pecados do povo de Deus IHb 9.11-14).

•3.1 O debaixo da vide ... da figueira. Uma expressão de paz e prosperidade

11 As 4.25; Mq 4.4). Está aqui em foco a condição final do reino de Deus.

•4.1-14 A quinta visão descreve um candelabro de ouro e duas oliveiras. O princi-

pal problema enfocado nas visões é a finalização da reconstrução do templo. A

resposta de Deus é que Josué e Zorobabel são seres humanos finitos e limitados.

O poder para completar a tarefa virá do próprio Deus.

•4.2 candelabro todo de ouro. Esse candelabro, provavelmente, tenha sido

usado para lembrar o povo de Israel do candelabro do tabernáculo e do templo IÊx

25.31). embora o seu formato fosse diferente. O candelabro também pode ter

simbolizado a responsabilidade da comunidade judaica pós-exílica de ser uma

"luz para os gentios" lls 42.6; 49.6).

sete lâmpadas e sete tubos. Os números neste versículo são um tanto confu-

sos. O mais provável é que houvesse sete lâmpadas sobre a haste, com um de-

pósito contendo o azeite das lâmpadas. Sete tubos que saíam do depósito

ZACARIAS 4, 5 1078

que estão em cima do candelabro. 3 Junto a este, •duas olivei·

ras, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua esquerda.

4 Então, perguntei ao anjo que falava comigo: meu senhor,

que é isto? 5 Respondeu·me o anjo que falava comigo: Não sa-

bes tu que é isto? Respondi: não, meu senhor. 6 Prosseguiu

ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a fZorobabel: gNão

por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o

SENHOR dos Exércitos. 7 Quem és tu, hó grande monte? Dian-

te de Zorobabel serás uma campina; porque ele colocará ; a

pedra de remate, iem meio a aclamações: Haja graça e graça

para ela!

8 Novamente, me veio a palavra do SENHOR, dizendo: 9 As

mãos de Zorobabel 1

lançaram os fundamentos desta 1 casa,

melas mesmas a acabarão, para que nsaibais que o oSENHOR

dos Exércitos é quem me enviou a vós outros. 10 Pois quem

despreza o dia dos Phumildes começos, esse alegrar-se-á ven-

do o 2 prumo na mão de Zorobabel. q Aqueles sete olhos são

tão 3junto aos dois tubos de ouro, que vertem de si azeite

dourado? 13 Ele me respondeu: Não sabes que é isto? Eu dis-

se: não, meu senhor. 14 Então, ele disse: 5São os dois 4 ungi-

dos, 1 que assistem junto ao Senhor de toda a terra.

A sexta Yisão: o rolo voante

5 Tornei a levantar os olhos e vi, e eis um arolo voante.

2 Perguntou-me o anjo: Que vês? Eu respondi: vejo um

rolo voante, que tem vinte côvados de comprtmento e dez de

largura. 3 Então, me disse: Esta é a bmaldição que sai pela

face de toda a terra, porque qualquer que furtar será expulso

segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será ex-

pulso também segundo a mesma. 4 Fá-la-ei sair, diz o SENHOR

dos Exércitos, e a farei entrar na casa do ciadrão e na casa d do

que jurar falsamente pelo meu nome; nela, pernoitará e e con-

sumirá a sua madeira e as suas pedras.

os olhos do SENHOR, que percorrem toda a terra. A sétima 1/isão: a mulher e o e/a

11 Possegui e lhe perguntei: que são as 'duas oliveiras à 5 Saiu o anjo que falava comigo e me disse: Levanta, ago-

direita e à esquerda do candelabro? 12 Tornando a falar-lhe, ra, os olhos e vê que é isto que sai. 6 Eu perguntei: que é

perguntei: que são aqueles dois raminhos de oliveira que es- isto? Ele me respondeu: É um 1 efa que sai. Disse ainda: Isto

• 3 •Ap 113-4~f Ag 1.1gls30.1; OsU, Ag ;~_5---; h;l 1144,6; ~s~04; ~r-~Ma~1445; [~ 2121]-iSI 11822/-Ed--

3.10-11, 13; SI 84.11 9 iEd 3.8-10; 5.16; Ag 2.18 m Ed 6.14-15; Zc 6.12-13 n Zc 2.9, 11; 6.15 o [Is 43.16]; Zc 2.8 l O templo 10 P Ne

4.2-4; Am 72,5; Ag 2.3 q2cr 16 9; Pv 15.3; Zc 3.9 2Lit pedra de prumo 11 rzc 4.3; Ap 11.4 12 3 Lit nas mãos de 14 s Ap 114 tzc

3. 1-7 4 Lit filhos do óleo fresco

CAPÍTULO 5 1 a Jr 36.2; Ez 2.9; Ap 5.1 3 b MI 4.6 4 cÊx 20.15; Lv 19.11 dÊx 20.7; Lv 19.12; Is 48.1, Jr 5.2; Zc 8.17; MI 3.5 e Lv

14.34-35; Já 18.15 6 l Uma unidade de medida ou o recipiente usado para medir

alimentavam as lâmpadas, enquanto o próprio depósito era alimentado pelas oli-

veiras (v. 12).

•4.3 duas oliveiras. Ver o v. 14 e nota.

•4.4 que é isto. Zacarias enfoca as oliveiras, não o candelabro. A sua pergunta

não recebe resposta imediata. Esta é respondida no v. 14.

•4.6 Versículo-chave para a compreensão da visão.

Zorobabel. Embora a visão inclua Josué como uma das oliveiras, o enfoque re-

cai sobre Zorobabel, como é evidente pela repetição de seu nome nos vs. 6-7,

9-10.

Não por força nem por poder. Ou seja, força militar ou qualquer outra forma de

poder (à parte de Deus) Ao povo de Deus foi repetidamente recomendado que

não dependesse de poder militar nem de alianças com potências estrangeiras

para cumprir o seu chamado (Is 31.1-3; SI 20.7-9)

mas pelo meu Espírito. O Espírito de Deus é freqüentemente retratado nos pro-

fetas como aquele que capacita os servos de Deus a cumprirem a obra divina e a

vencerem os obstáculos. Até mesmo a vinda do Servo do Senhor, o Messias, é

descrita nesses termos (Is 11.2; 42. 1; 61.1 ).

•4.7 a pedra de remate. A última e mais importante pedra, que, ao que se

presume, seria cerimonialmente posta no seu devido lugar no templo restaurado.

Haja graça e graça para ela. A restauração do templo completa-se em meio a

clamores para que o favor divino repouse sobre o mesmo. A expressão é repetida

para efeito de ênfase (Is 40. 1, nota).

•4.1 O o dia dos humildes começos. Seria fácil desanimar diante dos parcos

resultados e progresso. Encontramos o povo de Judá desencorajado na ocasião

do lançamento dos alicerces do segundo templo (Ed 3. 10-12) bem como na re-

construção do templo nos dias de Ageu (520 a.C.; Ag 2.3). 0 tema deste versícu-

lo nos lembra que não devemos julgar a obra de Deus pelos padrões humanos.

olhos do SENHOR. Ver a nota em 3 9

•4.14 ungidos. Ver nota textual. Esses dois ungidos são Zorobabel e Josué.

Como líderes escolhidos por Deus, o Espírito Santo lhes daria a força necessária

para terminar o templo. Juntos, eles prefiguram o Messias, em quem os ofícios

de sacerdote e rei (bem como o de profeta] estarão unidos em uma única Pessoa

(6. 12, nota). A visão como um todo ensina que Deus é a fonte da força para se fa-

zera sua obra e também é quem concede o seu Espírito ao seu povo para a obra à

qual ele o chamou.

Senhor de toda a terra. Deus é soberano sobre todos os empreendimentos dos

homens (Is 40. 15,23-24) Por semelhante modo, o título "Senhor Todo-Poderoso"

demonstra que todos os poderes que há no cosmos se encontram à sua disposi-

ção (13, nota).

•5.1-4 A sexta visão diz respeito ao rolo voante. Ela ensina que o Senhor que ama

e restaura o seu povo também é justo e punirá a iniqüidade. Esta visão e a que se-

gue são advertência, mas são também encorajamento de que Oeus cuidará do

problema do pecado na terra.

•5.2 vinte côvados ... e dez. Um grande rolo aberto para que todos leiam as

suas palavras. Conforme sugerido pelo contexto, as palavras do rolo são palavras

da lei. A sua dimensão avantajada era apropriada para a sua tarefa de percorrer

· toda a terra a fim de lidar com todos os pecados (v. 3)

•5.3 maldição. A maldição contida na lei IDt 28. 15-68). Tal como se vê em Ag

1. 1-11, o profeta destaca o fato que a obediência do povo de Deus lhes traz bên-

çãos, enquanto a desobediência atrai a maldição de Deus.

qualquer que furtar ... jurar falsamente. É provável que a maldição não fosse

endereçada somente a dois pecados, porém estes representam a iniqüidade de

toda a nação. O juramento falso viola o terceiro mandamento e a primeira tábua

da lei (que transcreve os deveres de uma pessoa para com Deus). O furto viola o

oitavo mandamento que se encontra na segunda tábua da lei (onde se acham os

deveres duma pessoa para com o próximo). Os Dez Mandamentos resumem

toda a lei moral e constituem uma revelação do caráter do próprio Deus.

•5.4 e consumirá. A palavra de Deus realizará o seu propósito intencionado (Is

55. 11). Aqueles que quebram a lei de Deus certamente sofrerão as conseqüên-

cias dos seus pecados conforme indicado por essa maldição. As Escrituras mui-

tas vezes enfatizam a certeza do julgamento (Rm 2.3; 1Ts 5. 1-3; Hb 2.3).

•5.5-11 A sétima visão, a mulher dentro do ela, salienta o Deus soberano remo-

vendo a iniqüidade da terra (v. 11 e nota). A natureza santa de Deus não pode to-

lerar a existência do pecado no meio do seu povo.

•5.6 um efa. Ou cesta. Ver nota textual. O efa era uma medida para grãos, equi-

valente a cerca de 231 (Jz 6. 19; Rt 2. 17). É evidente que ta\ medida não conteria

uma pessoa adulta, porém o realismo acurado não é necessariamente uma ca-

racterística das visões proféticas INm 12.6-8 e notas).

1079 ZACARIAS 5, 6

é a iniqüidade em toda a terra. 7 Eis que foi levantada atam·

pa de chumbo, e uma mulher estava sentada dentro do efa.

8 Prosseguiu o anjo: Isto é a impiedade. E a lançou para o

fundo do efa, sobre cuja boca pôs 2 o peso de chumbo. 9 Le-

vantei os olhos e vi, e eis que saíram duas mulheres; havia

vento em suas asas, que eram como de/cegonha; e levanta-

ram o efa entre a terra e o céu. to Então, perguntei ao ganjo

que falava comigo: para onde levam elas o efa? 11 Respon-

deu-me: Para hedificarem àquela mulher uma casa na ;terra

de 3 Sinar, e, estando esta acabada, ela será posta ali em seu

próprio lugar.

A oitava l'isão: os quatro carros

Ó Outra vez, levantei os olhos e vi, e eis que quatro carros

saíam dentre dois montes, e estes montes eram de bron-

ze. 2 No primeiro carro, aos cavalos eram vermelhos, no se-

gundo, bpretos, 3 no terceiro, brancos e no quarto, baias;

todos eram fortes. 4 Então, cperguntei ao anjo que falava co-

migo: que é isto, meu senhor? s Respondeu-me o anjo: dSão

os quatro ventos do céu, que saem e donde estavam perante o

Senhor de toda a terra. 6 O carro em que estão os cavalos pre-

tos sai para la terra do Norte; o dos brancos, após eles; o dos

baias, para a terra do Sul. 7 Saem, assim, os cavalos fortes, for-

cejando por gandar avante, para percorrerem a terra. O

SENHOR lhes disse: Ide, percorrei a terra. E percorriam a terra.

8 E me chamou e me disse: Eis que aqueles que saíram para a

terra do Norte fazem repousar o meu hEspírito na terra do

Norte.

A coroação de Josué. O Renovo

9 A palavra do SENHOR veio a mim, dizendo: to Recebe dos

que foram levados cativos, a saber, de Heldai, de Tobias e de

Jedaías, e vem tu no mesmo dia e entra na casa deJosias, filho

de Sofonias, para a qual vieram da Babilônia. 11 Recebe, digo,

prata e ouro, e faze ;coroas, e põe·nas na cabeça de iJosué,

filho de Jozadaque, o sumo sacerdote. 12 E dize-lhe: Assim

diz o SENHOR dos Exércitos: Eis aqui 1

o homem cujo nome é

mRenovo; ele 1brotará do seu lugar ne edificará o templo do

SENHOR. 13 Ele mesmo edificará o templo do SENHOR e oserá

revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e

Pserá sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre

2ambos os ofícios. 14 As coroas serão 3para Helém, para

Tobias, paraJedaías e para Hem, filho de Sofonias, qcomo me-

morial no templo do SENHOR. 15 r Aqueles que estão longe

virão e ajudarão no edificar o templo do SENHOR, e sabereis

que o SENHOR dos Exércitos me enviou a vós outros. Isto

sucederá se diligentemente ouvirdes a voz do SENHOR, vosso

Deus .

• 8 2Lit. a p~dra 9/Lv 11.13,19; SI 104.17; Jr 8.7 10 gzc 5.5 LJ-;J~29.5,28 iGn 10.10; Is 11.11; Dn 1.2 JBabilônia

CAPÍTULO 6 2 azc 1.8; Ap 6.4 b Ap 6.5 4 czc 5.10 5 d [SI 104.4; Hb 1.7.14] e 1Rs 22.19; Dn 7.10; Zc 4.14; Lc 1.19 6/ Jr 1.14; Ez

1.4 7 8Gn 13.17; Zc 1.10 8 h Ec 10.4 11 iÊx 29.6 iEd 3.2; Ag 1.1; Zc 3 1 12 IJ_o 1.45 m Is 4.2; 11.1; Jr 23.5; 33.15; Zc 3.8 n [Mt

16.18; Ef 2.20; Hb 3.3] 1 Lit. germinará 13 o Is 22.24 PSI 110.4 2 Lit. eles dais 14 QEx 12.14 3 Conforme TM Te V; S para He/da1;· LXX

para as pacientes 15 'Is 57.19

em toda a terra. A iniqüidade do povo não estava limitada a atos específicos de

pecado (como alguém poderia concluir da visão anterior) mas tinha infectado a

vida de todo o povo de Deus.

•5.7 uma mulher. A iniqüidade é aqui personificada por uma mulher, talvez por-

que a palavra hebraica para "iniqüidade" pertence ao gênero feminino, ou então

porque a idolatria de Israel com freqüência era caracterizada pelos profetas como

prostituição (Ez 16.25; Os 2 2).

•5.9 duas mulheres; havia vento em suas asas. Estas são agentes de Deus

para remover a iniqüidade da terra. A fidelidade pactuai de Deus remove o pecado

de seu povo para longe deles (SI 103.11-12; Mq 7.19).

•5.11 Sinar. Essa antiga palavra para Babilônia possivelmente é usada para evo-

car a torre de Babel como símbolo da oposição a Deus (Gn 11.2). Sinar, não Jeru-

salém, é o lugar apropriado para a iniqüidade, visto que Jerusalém é a habitação

do Santo de Israel (2.10-13; 8.3).

•6.1-8 A última visão, que enfoca os quatro carros, relembra os quatro cavalos

da primeira visão (v. 1, nota; cf. 1.7-17). Os quatro carros simbolizam os "quatro

ventos do céu" (v. 5). porém a ordem e a cor dos cavalos podem não ter qualquer

significação especial. O autor do Apocalipse usa um simbolismo similar em sua

descrição dos quatro cavaleiros (Ap 6 1-60).

•6.1 montes ... de bronze. É provável que os montes simbolizem o portão do

céu, embora alguns estudiosos sugiram que o bronze aponte para as colunas de

bronze do templo (1 Rs 7.13-22). Na primeira visão, os cavaleiros saíram da pre-

sença de Deus (1.10). Aqui, os carros são emissários do JUigamento divino, os

quais emergem dentre os montes de bronze.

•6.5 os quatro ventos do céu. A palavra hebraica para "ventos" também pode

significar "espírito" Zacarias pode ter-se aproveitado intencionalmente dessa

ambigüidade para dizer que assim como os ventos cobrem a terra, assim tam-

bém os anjos de Deus cobrem a terra com a presença de Deus (cf. o v. 8, nota).

o Senhor de toda a terra. O Deus soberano ordena a seus exércitos celestiais a

que cumpram a sua vontade (4.14, nota).

•6. 7 forcejando por andar avante, para percorrerem a terra. Os cavalos

que forcejavam retratam a prontidão do julgamento de Deus.

•6.8 terra do Norte. O "Norte". neste caso, representa os inimigos de Israel,

visto que a geografia da Palestina exigia que qualquer ataque vindo do Oriente, in-

clusive o dos persas. tivesse que vir pelo Norte.

fazem repousar o meu Espírito. Se o país do Norte fosse julgado por Deus, en-

tão todas as outras terras estariam firmemente sob o seu julgamento, e a sua

proteção sobre o seu povo seria completa. O seu Espírito, por conseguinte. pode-

ria descansar.

•6.9-15 Esta seção é um apêndice acrescentado às visões, oferecendo comen-

tários adicionais sobre a quarta e quinta visões. Ela junta os ofícios normalmente

distintos de sacerdote e rei em uma única Pessoa - o Messias (v. 13).

•6.12 Renovo. Um título messiânico cuja importância explica a sua ocorrência

tanto aqui como em 3.8. Foi Isaías quem primeiro empregou o termo para denotar

o Messias (Is 4.2). Em seguida, Jeremias o desenvolveu como um título para o

descendente davídico que reinaria no trono de Davi (Jr 235-6; 33.15-16) Zaca-

rias une os ofícios real e sacerdotal nesse título. Os antigos intérpretes 1udeus o

compreendiam como um título messiânico. Tudo isso mostra o preparo, no Antigo

Testamento, para a verdade de que Cristo é o nosso Sumo Sacerdote (Hb 4.14;

7.24; 9.11) e o nosso Rei (Hb 1.8; Mt 2241-46). Ele é o nosso Salvador e o nosso

Senhor.

•6.13 Ele mesmo edificará o templo do SENHOR. O Messias. em sua função

real, edificará o templo. Isso visava encora1ar os 1udeus dos dias de Zacarias. Po-

rém o seu cumprimento pode ser encontrado em Jesus. que prometeu editicar a

sua Igreja como um templo (Jo 2.19-21; 1Co 3.16-17; Ef 2.19-21 ).

•6.15 Aqueles que estão longe virão. Essas são as nações que juntam-se à

tarefa messiânica de reconstrução do templo. Isto reflete o ensinamento de

Ageu de que as nações trarão as suas riquezas ao templo (Ag 2. 7, nota). Visto

que a Igreja de Cristo é o templo da presente era, os gentios constroem o

templo através da edificação da Igreja, o corpo vivo de Cristo sobre a terra

(1Pe 25)

ZACARIAS 7, 8 1080

O jejum que não agrada a Deus

7 No quarto ano do rei Dario, veio a palavra do SENHOR a

Zacarias, no dia quarto do nono mês, que é quisleu.

2 Quando 1 de Betel 2 foram enviados 3Sarezer, e Regém-

Meleque, e seus homens, para 4 suplicarem o favor do

SENHOR, 3 aperguntaram aos sacerdotes, que estavam na

Casa do SENHOR dos Exércitos, e aos profetas: Continuare-

mos nós a chorar, 5com jejum, bno quinto mês, como temos

feito por tantos anos? 4 Então, a palavra do SENHOR dos Exér-

citos me veio a mim, dizendo: s Fala a todo o povo desta terra

e aos sacerdotes: Quando cjejuastes e pranteastes, no quinto

de no sétimo mês, edurante estes setenta anos, acaso, foi

/para mim que jejuastes, com efeito, para mim? 6gQuando

comeis e bebeis, não é para vós mesmos que comeis e bebeis?

7 Não ouvistes vós as palavras que o SENHOR pregou pelo mi-

nistério dos hprofetas que nos precederam, quando Jerusalém

estava habitada e em paz com as suas cidades ao redor dela, e

io 6Sul e a campina eram habitados?

nem o pobre, mnem intente cada um, em seu coração, o mal

contra o seu próximo. 11 Eles, porém, não quiseram atender

e, rebeldes, 8me nderam as costas e oensurdeceram 9 os ouvi-

dos, para que não ouvissem. 12 Sim, fizeram o seu Pcoração

duro como diamante, para que que não ouvissem a lei, nem as

palavras que o SENHOR dos Exércitos enviara pelo seu Espíri-

to, mediante os profetas que nos precederam; e daí veio a

grande ira do SENHOR dos Exércitos. 13 Visto que eu clamei, e

eles não me ouviram, 5 eles também clamaram, e eu não os

ouvi, diz o SENHOR dos Exércitos. 14 1

Espalhei-os com um tur-

bilhão por entre todas as nações que eles não conheceram; e a

terra foi assolada atrás deles, de sorte que ninguém passava

por ela, nem voltava; porque da terra desejável fizeram uma

desolação.

Sião restaurada

8 Veio a mim a palavra do SENHOR dos Exércitos, dizendo:

2 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: aTenho 1 grandes ze-

los de Sião e 2 com grande indignação tenho 3 ze1os dela.

A desobediência/oi a causa do cati11eiro 3 Assim diz o SENHOR: bVoltarei para Sião e chabitarei no

8 A palavra do SENHOR veio a Zacarias, dizendo: 9 Assim meio de Jerusalém; Jerusalém d chamar-se-á a cidade fiel, e

falara o SENHOR dos Exércitos: iExecutai juízo verdadeiro, eo monte do SENHOR dos Exércitos, /monte santo. 4 Assim

mostrai 7 bondade e misericórdia, cada um a seu irmão; diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém

10 1

não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, gsentar-se-ão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu

• CA;ÍTULO 7 . 2 1 Ou para Betel 2Ut eles enviaram, compare com : 5 3 Ou Sar-Ezér 4 Ou orarem perante 3 a MI 2. 7 b Zc 8 .19 5 Lit. .

consagrando-me a mim mesmp 5 C[ls 58.1-9] dJr 41.1 ezc 1.12/[Rm 14.6] 6 g1Cr 29.22 7 hzc 1.4íJr17.26 6Hebr Negev 9 iJr

7.28 7Qumisericórdia 10 iEx22.22 mMq2.1 11 nNe9.29 oJr17.23 BLitderam-meumteimosoourebeldeosombros 9Utfizerampesa-

dos os seus ouvidos 12 PEz 11.19 qNe 9 29-30 rDn 9.11-12 13 s Pv 1 24-28; Is 1.15; Jr 11.11; Mq 3.4 14 tLv 26.33; Dt 4.27; 28.64;

Ne 1.8

CAPÍTULO 8 2 a JI 2.18; Na 1.2; Zc 1.14 1 Ou Tenho ciúmes de 2 Lit Com grande ciúme, tenho ciúme dela 3 Lit ardor ou raiva 3 b Zc

1.16 czc 2 10-11 dls 1.21 e [Is 2.2-3] f Jr 31 23 4g1 Sm 2.31; Is 65.20 4 Lit muitos dias

•7.1-14 Este capítulo trata de uma questáo dos habitantes da terra de Israel

acerca da continuaçáo do jejum. A pergunta mostra a sua falta de entendimento

a respeito do tema da obediência. Zacarias responde que obedecer é melhor do

que sacrificar lcf. 1Sm 15.22).

•7, 1 quarto ano ... dia quarto ... nono mês. Trata-se de 7 de dezembro de 518

a.C., um pouco mais que dois anos depois das visões dos caps. 1 ~6.

•7.2 enviados ... para suplicarem o favor do SENHOR. Uma delegação veio

de Betel para inquirir se deveriam continuar a jejuar, lamentando pela destruiçáo

do templo. De acordo com 2Rs 25.8-15, o templo foi destruído no quinto mês

1586 a.C ). A indagaçáo é respondida pelo profeta em 8.18-19. O cap. 7 mostra

que a comunidade restaurada em Jerusalém era externamente religiosa, mas fal-

tava-lhe os frutos da verdadeira religiáo. A verdadeira religiosidade deveria resul-

tar em boas ações jTg 1.26-27). Ver as notas nos vs. 9-1 O.

•7.5 no sétimo mês. O jejum que lamentou pelo assassinato de Gedalias, o go-

vernador de Judá nomeado pelos babilônios 12Rs 25.26, nota).

setenta anos. Sessenta e oito anos tinham passado desde a destruição do tem-

plo. Zacarias fala aqui usando números redondos.

acaso, foi para mim que jejuastes. A pergunta enfática de Zacarias salienta a

hipocrisia do jejum do povo: o jejum deles era motivado pelo egoísmo e não pela

vontade de agradar a Deus.

•7.7 o Sul. Ver a nota em Gn 12.9.

•7.9 Executai juízo verdadeiro. Zacarias convoca o povo a fazer o que seus

pais não fizeram. Uma justiça verdadeira significava aplicar a palavra de Deus aos

problemas. tanto pessoais quanto sociais, confrontando a comunidade restaura-

da. Eles devem libertar o oprimido e punir o opressor.

•7.10 a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre. Esses grupos

eram facilmente explorados. Deus os ama IÊx 22.21; Dt 10.18) e tomou providên-

cias visando o seu cuidado IDt 24.17-22). Deus também profere maldições contra

aqueles que os exploram IDt 27.19). Injustiças contra esses grupos são mencio-

nadas no SI 94.6 e em Is 10.1-2.

intente ... o mal. O problema externo do maltrato dos outros deriva do ódio interi-

or e da desconsideração pelo próximo IMt 5.21-22)

•7.13 eu não os ouvi. O julgamento de Deus, o exílio babilônico. foi na propor-

ção da sua desobediência. Os profetas enfatizam repetidamente que atos formais

de adoração são anulados pela desobed"1ência Ver especialmente 1 Sm 15.22 e Is

1.13-15.

•7 .14 da terra desejável fizeram uma desolação. A desobediência dos seus

antepassados atraiu o julgamento divino. Zacarias quer que o povo compreenda

que a desobediência contínua é retribuída com julgamento.

•8.1-23 Este capítulo é uma figura da condição final do reino de Deus, quando

Deus conceder as suas bênçãos finais e plenas ao seu povo. Semelhante ao re-

trato de Isaías sobre o futuro !Is 65.17; 66.5-24), este capítulo trouxe aos judeus

pós-exílicos a esperança de que o Senhor ainda estava decidido a abençoá-los.

Com a vinda de Cristo ao mundo. vê-se o início dessas bênçãos. porém a sua ple-

na realização aguarda o novo céu e a nova terra IAp 21 .1).

•8.2 Tenho grandes zelos de Sião. Ver nota textual. O zelo de Deus lou o seu

ciúme) pelo seu povo nasce do amor pactuai e da dedicação divina a eles (114).

Isto. por sua vez, requer do povo uma verdadeira lealdade a Deus.

•8.3 cidade fiel. A palavra hebraica aqui traduzida por "fiel" tem o sentido de "fi-

delidade à lei de Deus". A fiel observância da lei de Deus era coisa rara na vida de

Israel. mesmo nos dias de Zacarias. O profeta prevê um tempo quando o povo de

Deus refletirá o seu caráter divino no seu relacionamento com o próximo (vs.

16-17). Ver também Êx 34.6-7.

monte santo. O monte Sião será santo porque a presença de Deus ali habitará

de uma maneira toda especial. Os profetas enfatizam reiteradamente o dia da sal-

vação como um dia da renovação da presença de Deus (2.5,11 \.

•8.4-5 Um quadro das bênçãos pactuais de Deus. no qual a bênção divina de

uma longa vida IÊx 20.12) e a alegria das crianças a brincar reflete um estado de

shalom. de bem-estar total.


1081 ZACARIAS 8, 9


arrimo, por causa da sua 4muita idade. s As praças da cidade

se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão.

6 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Se isto for maravilhoso

aos olhos do restante deste povo naqueles dias, ;será também

maravilhoso aos meus olhos? - diz o SENHOR dos Exércitos.

7 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis que isalvarei o meu

povo, tirando-o da terra do 50riente e da terra do 60cidente;

8 eu 1

os trarei, e habitarão em Jerusalém; meles serão o meu

povo, e eu serei o seu Deus, nem verdade e em justiça.

9 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: oSejam fortes as mãos

de todos vós que nestes dias ouvis estas palavras da boca Pdos

profetas, a saber, qnos dias em que foram postos os fundamen-

tos da Casa do SENHOR dos Exércitos, para que o templo fosse

edificado. 10 Porque, antes daqueles dias, não havia 'salário

para homens, nem os animals lhes davam ganho, não havia

paz para o que entrava, nem para o que saía, por causa do ini-

migo, porque eu incitei todos os homens, cada um contra o seu

próximo. 11 5Mas, agora, não serei para com o restante deste

povo como nos primeiros dias, diz o SENHOR dos Exércitos.

12 tPorque haverá sementeira de paz; a vide dará o seu fruto,

u a terra, a sua novidade, e vos céus, o seu orvalho; e farei que o

resto deste povo herde tudo isto. 13 E há de acontecer, ó casa

de Judá, ó casa de Israel, que, assim como fostes xmaldição en-

tre as nações, assim vos salvarei, e zsereis bênção; não temais,

e sejam fortes as vossas mãos. 14 Porque assim diz o SENHOR

dos Exércitos: aComo pensei 7fazer-vos mal, quando vossos

pais me provocaram à ira, diz o SENHOR dos Exércitos, be

.an.==~~~

não me arrependi, 15 assim pensei de novo em fazer bem a Je-

rusalém e à casa de Judá nestes dias; não temais; 16 Eis as coi-

sas que deveis Cfazer: dfalai a verdade cada um com o seu

próximo, executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade,

em favor da paz; 17 enenhum de vós pense mal no seu coração

contra o seu próximo, nem ame o juramento falso, porque a to-

das estas coisas eu aborreço, diz o SENHOR.

18 A palavra do SENHOR dos Exércitos veio a mim, dizendo:

19 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: IO jejum do quarto mês,

ge o do quinto, he o do sétimo, ie o do décimo serão para a casa

de Judá iregozijo, alegria e festividades solenes; 1

amai, pois, a

verdade e a paz. 20 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda

sucederá que virão povos e habitantes de muitas cidades; 21 e

os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: mvamos de-

pressa suplicar o favor do SENHOR e buscar ao SENHOR dos

Exércitos; eu também irei. 22 nVirão muitos povos e poderosas

nações buscar em Jerusalém ao SENHOR dos Exércitos e supli-

car o favor do SENHOR. 23 Assim diz o SENHOR dos Exércitos:

Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, ode todas as

línguas das nações, Ppegarão, sim, na 8orla da veste de um ju-

deu e lhe dirão: Iremos convosco, porque temos ouvido que

Deus está convosco.

O castigo de diversos povos

9 A / sentença pronunciada pelo SENHOR é contra a terra de

Hadraque e repousa sobre aDamasco, porque o SENHOR

põe b os olhos sobre os homens e sobre todas as tribos de Israel;

~ 5 h Jr 30.19-20 6 i[Gn 18.14; Lc 1.37) 7 iSI 107.3; Is 11.11, Ez 37.21 5Lit. sol nascente ó Lit. sol poente 8 iSf 3.20; Zc 10.10 m [Jr

30.22; 31.1,33; Zc 13.9) nJr 4.2 9 o 1Cr 22.13; Is 35.4; Ag 2.4 PEd 5.1-2; 6.14; Zc 4.9 q Ag 2.18 10 r Ag 1.6,9 11 5 [SI 103.9); Is 12.1; Ag

2.15-19 12 t JI 2.22 u SI 67.6 v Ag 1.10 13 x Jr 42.18 z Gn 12.2; Rt 4.11-12; Is 19.24-25; Ez 34.26; [Sf 3.20) 14 a Jr 31.28 b [2Cr

36.16) 7Lit.trazer calamidade para ti 16 e Zc 7.9-10 d SI 15.2; [Pv 12.17-19); Zc 8.3; [Ef 4.25) 17 e Pv 3.29; Jr 4.14; Zc 7.1 O 19 f Jr

52.6 g Jr 52 12 h 2Rs 25.25; Jr 41 1-2 iJr 52.4 iEt 8.17 izc 8.16; Lc 1.74-75 21 m [Is 2.2-3; Mq 4.1-2) 22 n Is 60.3; 66.23; [Zc 14.16-21]

23 o Is 3.6 P [Is 45.14) q 1 Co 14.25 8 Lit. asa. Hebr. a barra de uma roupa

CAPÍTULO 9 1 a Is 17 .1; Jr 23.33 b Am 1 .3-5 1 oráculo. profecia

•8.6 maravilhoso. O vocábulo hebraico denota algo que ultrapassa a força e a

compreensão humanas. em conexão com uma ação divina. Para outros exemplos

dessa ênfase, ver Gn 18.14 l'"Mícil'") e Jz 13.18.

restante. Aqueles que permanecem fiéis a Deus em meio à desobediência. Pau-

lo fala de um '"remanescente segundo a eleição da graça'", em Rm 11.5. Os elei-

tos de Deus são preservados para servi-lo com fidelidade. Ver as notas em Is 1.9 e

Mq 2.12.

•8. 7 salvarei o meu povo ... Ocidente. A renovação da aliança do povo de

Deus implicava em retorno de terras estrangeiras. Ver Dt 30.1-5; Jr 30.8-11.

•8.8 eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Esse relacionamento

pessoal é a essência da aliança de Deus c,om Abraão e seus descendentes !Gn

17. 7 e nota) e da nova aliança IJr 31.33) E também a fonte de todas as demais

bênçãos pactuais.

•8.12 sementeira ... os céus. As bênçãos da renovação final de Deus são ex-

pressas em termos agrícolas apropriados à promessa da aliança acerca da terra.

Visto que a vida do antigo Israel em sua terra era um tipo da vida do Novo Israel

em Cristo IGn 13.15, nota). os cristãos de hoje experimentam as bênçãos da re-

novação pactuai de Deus através de Jesus IMt 26.28; 1 Co 11.25) e aguardam a

renovação total das bênçãos pactuais de Deus no novo céu e nova terra IAp

211-225)

•8.15 pensei. Ver a nota em 1.6.

•8.16-17 O povo de Israel é conclamado a colocar as suas vidas em ordem, de

acordo com o padrões éticos de Deus. O comportamento piedoso aqui descrito

contrasta com a impiedade que caracterizou grande parte da história de Israel.

Verdade e retidão reinarão durante esse período final de bênçãos IAm 5.24).

•8.19 Este versículo está relacionado com a indagação de 7 .3 e sua resposta. Os

jejuns mencionados relembravam vários aspectos da destruição de Jerusalém.

quarto mês. O jejum relembra a queda das muralhas de Jerusalém, o começo

do fim da cidade (2Rs 25.3-4). Ver as notas em 7.2,5.

décimo. Nabucodonosor iniciou o cerco de Jerusalém no décimo mês 12Rs 25.1;

Jr 39.1-10).

•8.20-23 Estes versículos retratam uma grande peregrinação de nações gentíli-

cas a Jerusalém, implicando na extensão da salvação de Deus para além das

fronteiras de Israel (14.16-20; Is 2.1-4; Mq 4.1-3; MI 1.5).

•8.22 poderosas nações. Ver Is 2.2-4; Mq 4.3.

•8.23 dez homens, de todas as línguas. Dá-se ênfase ao grande número (v.

22, "muitos povos'") de povos gentílicos que virão para adorar o Deus verdadeiro.

Ap 5.9 fala dos remidos "de toda tribo, língua, povo e nação'" A salvação, então, é

mundial, não no sentido de que cada ser humano é redimido, mas, sim, que os fi-

lhos de Deus são escolhidos dentre todas as línguas e grupos étnicos do mundo.

Deus está convosco. A atração do culto é a presença de Deus no meio de seu

povo (1Co 14.24-25)

•9.1-11.17 O profeta volta a sua atenção para o futuro do reino de Deus, de-

senvolvendo o seu tema em dois oráculos extensos lcaps. 9-~ 11 e 12-14). A

primeira profecia da última metade do livro enfoca a vinda de Deus, o Rei, para o

julgamento. Os versículos iniciais 19.1-8) retratam Deus como um guerreiro vinga-

dor que vem para tomar posse da sua terra e destrói todos os inimigos pagãos

que atravessam o seu caminho lcf. Is 9.6, nota). Ele vem do Norte para Jerusalém

lcf. 9.14-17, onde Deus é retratado como quem vem do Sul para Jerusalém).

acontecimento esse que leva à proclamação de 9.9. Alguns vinculam a figura de

uma invasão vinda do Norte à conquista da Palestina, em 333 a.C., por Alexandre,

o Grande. Essa pode ser uma interpretação correta, porém o seu significado mai-

or diz respeito à vinda do próprio Deus para vingar o seu povo. Ver Introdução: Ca-

racterísticas e Temas.


ZACARIAS 9, 10 1082


2 também repousa sobre cHamate, que confina com ele, so-

bre dTiro e eSidom, cuja /sabedoria é grande. 3 Tiro edificou

para si fortalezas e amontoou prata como o pó e ouro, como a

lama das ruas. 4 Ei5 que go Senhor a despojará e precipitará

hno mar a sua força; e ela será consumida pelo fogo. s Asque-

lom o verá e temerá; também Gaza e terá grande dor; igual-

mente iEcrom, porque a sua esperança será iludida; o rei de

Gaza perecerá, e Asquelom não será habitada. 6 2Povo bastar-

do habitará iem Asdode, e exterminarei a soberba dos 'filis-

teus. 7 Da boca destes tirarei o sangue dos sacrifícios idólatras

e, dentre os seus dentes, tais abominações; então, ficarão eles

como um restante para o nosso Deus; e serão como chefes em

Judá, e Ecrom, como jebuseu. 8 m Acampar-me-ei ao redor da

minha casa para defendê-la contra forças militantes, para que

ninguém passe, nem volte; que não passe mais sobre eles o

opressor; porque, agora, vejo isso com os meus olhos.

O Rei 11em de Sião

11 Quanto a ti, Sião, por causa do sangue da tua aliança, tirei

os teus scativos da cova em que não havia água. 12 Voltai à forta-

leza, 1ó presos de esperança; também, hoje, vos anuncio que

tudo vos restituirei "em dobro. 13 Porque para mim curvei Judá

como um arco e o enchi de Efraim; suscitarei a teus filhos, ó

Sião, contra os teus filhos, ó Grécia! E te porei, ó Sião, como a es-

pada de um valente. 14 O SENHOR será visto sobre os filhos de

Sião, e vas suas flechas sairão como o relâmpago; o SENHOR Deus

fará soar a trombeta e irá xcom os redemoinhos do Sul. 1so

SENHOR dos Exércitos zos protegerá; eles devorarão os fundibu-

lários e os pisarão; também beberão deles o sangue como vinho;

encher-se-ão como bacias do sacrifício e ficarão ensopados como

os cantos do altar. 160 SENHOR, seu Deus, naquele dia, aos salva-

rá, como ao rebanho do seu povo; porque beles são 3 pedras de

uma coroa e e resplandecem na terra dele. 17 Pois d quão grande

é a 4 sua bondade! E quão grande, a sua efonnosura! to cereal

fará florescer os jovens, e o vinho, as donzelas.

9 Alegra-te nmuito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jeru- Deus abençoará Judá e Israel

salém: eis oaí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, 1 Q Pedi aao SENHOR bchuva cno tempo das 1 chuvas se-

montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. rôdias, ao SENHOR, que faz 2 as nuvens de chuva, dá

10 PDestruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e aos homens aguaceiro e a cada um, erva no campo. 2 Porque

o qarco de guerra será destruído. Ele anunciará paz às nações; os dídolos3 do lar falam coisas vãs, e os adivinhos vêem

o seu domínio se estenderá 'de mar a mar e desde o Eufrates ementiras, contam sonhos enganadores e oferecemlconsola-

até às extremidades da terra. ções vazias; por isso, anda o povo como govelhas, aflito, hpor-

• 2 e Jr 49.23 dis 23; Jr 25.22; 47.4; Ez 26; ~m 1 9-10~1Rs 17 9/Ez 28.3 4 gls 23.1 h Ez 26.17 S iSf 2.4-5 . 6i A~ Sf 2.4 iEz

25.15-17 2Lit. Um ilegítimo 8 m [SI 34.7] 9 n SI 3.14-15; Zc 2.10 o [SI 110.1, Is 9.6-7; Jr 23.5-6]; Mt 21.5; Me 11.7,9; Lc 19.38; Jo 12.15

10 POs 17; Mq 5.10 QSI 46.9; Is 2.4; Os 2.18; Mq 4.3 rs1 72.8 11 s1s 42.7 12 lls 49.9; Jr 17.13; Hb 6.18-20 u Is 617 14 VSI 18 14;

Hc 3.11 x1s 21.1 1Sz1s37.35; Zc 12.8 16 aJr 31.10-11 bis 62.3; MI 3.17 Cls 11.12 30u seja, jóias 17 d[SI 31 19] e [SI 45.1-16] /JI

3.18 4De Deus

CAPÍTULO 10 1 a!Jr 14.22] b[Dt 11.13-14] C[JI 2.23] 1 Chuva da primavera 20uos relâmpagos 2dJr10.8 e Jr 27.9; [Ez 13] /Já 134 gJr

50.6, 17 h Ez 34.5-8; Mt 9.36; Me 6.34 3 Hebr. teraphim

•9.1 sentença pronunciada pelo SENHOR. Esta mesma expressão é empre-

gada três vezes no Antigo Testamento (aqui; 12.1; MI 1.1). "Sentença" implica

que o profeta estava sob forte compulsão para entregar a mensagem de Deus.

terra de Hadraque. Conhecida como Hatarica nas inscrições cuneiformes assíri-

as, esta é a cidade mais ao norte listada nos vs. 1-8. A descrição aqui é genérica e

não devemos buscar um cumprimento específico.

Damasco, A capital da Síria, o país vizinho de Israel ao norte.

O SENHOR põe os olhos sobre os homens. Todos os povos, e especialmente o

povo de Deus, olham para este Rei poderoso que se aproxima com a sua justiça.

•9.2 Hamate. Cidade localizada junto ao rio Orontes, ao norte de Damasco.

Tiro e Sidom. Cidades fenícias localizadas na costa mediterrânea. Ambas eram

centros comerciais por todo o período bíblico. A descrição de ambas como cen-

tros "cuja sabedoria é grande" pode relacionar-se à sua esperteza nos negócios.

O julgamento dessas duas cidades é um tema profético comum (Jr 47.1-7; Ez

28.11-23). .

•9.5 Asquelom ••• Gaza ••• Ecrom. As fortes cidades da Filístia não serão capa-

zes de resistir ao poder do Deus guerreiro que se aproxima. Estas cidades são

destinadas ao julgamento diversas vezes no Antigo Testamento (Is 14.28-32; Ez

25.15-17; Am 1.6-8).

•9.9-10 Esta importante profecia do Antigo Testamento cumpre-se na entrada

triunfal de Jesus em Jerusalém (Mt 21.1-11; Jo 12.12-16) e no seu reino messiâ-

nico (v. 10, nota).

•9.9 ó filha de Sião. Um título comum para a cidade santa e povo de Deus (Is

1.8, nota; 62.11 e SI 3.14).

o teu Rei. O descendente real de Davi reiteradamente prometido 12Sm 7.12-14;

SI 132.11; Is 9.7; 11.1-5; Jr 23.5-6; 33.15-22; Ez 34 23-24; 3724-251

em jumento. Um sinal da sua humildade. Ver a nota em Mt 21.1-11.

•9.1 O os carros ... os cavalos, Os instrumentos de guerra serão abolidos no rei-

nado pacífico do Rei justo (Is 2.1-4; 11.6-9). O Antigo Testamento com freqüência

prediz paz universal nos tempos do Rei messiânico (Is 57.19; Mq 4.1-5; cf. Ef

212-18).

domínio ... de mar a mar. O governo universal e soberano de Deus é fundamen-

tal na religião do Antigo Testamento (SI 72.8; 96.3-5; Dn 2.44-47; 713-14,27)

Cristo é aquele que traz o domínio universal do Pai à terra (Mt 12.28; Fp 2.9-11;

Ap 19.11-16).

•9.11 sangue da tua aliança, Uma referência à provisão da aliança divina para

cobrir o pecado (Êx 24.8; Mt 26.28).

•9, 13 ó Grécia. Lit. "ó Javã" (Gn 10.2) Essa referência não é necessariamente à

guerra dos Macabeus (século li a.C.) no período intertestamental, nem indica que

o autor viveu naquele período. A Grécia pode ser usada como símbolo das nações

pagãs que guerreavam contra o povo de Deus.

•9.14 redemoinhos do Sul. O Deus de Israel é agora retratado como quem

vem da região sul do deserto, cavalgando nuvens tempestuosas (2Sm 22.8-16;

SI 29). Visto que o monte Sinai foi o lugar onde ele apareceu quando tirou o seu

povo do Egito, o Antigo Testamento, algumas vezes, retrata Deus como vindo da-

quela região

•9, 15 encher-se-ão ... ficarão ensopados. O povo de Deus exultará com san-

ta alegria por causa da vitória e da presença de Deus (AI 2.13-21; Ef 5.18).

•9.16 rebanho ... pedras de uma coroa. O povo de Deus repousa seguro como

ovelhas sob os cuidados divinos (13.7; Ez 34.11-24; 37.24) e tomar-se-á glorioso

em decorrência da presença de Deus (2Co 3.18).

•1O,1-12 Este capítulo é uma reprimenda contra o povo e, especialmente, contra

os líderes de Judá por buscarem sabedoria e conselho junto aos ídolos (v. 2). A

resposta de Deus à sua desobediência é que ele mesmo será o pastor deles. O

Messias com freqüência é descrito (assim como Davi) como um Rei-Pastor (Ez

34; Jr 23.1-8).

•10.1 Pedi ao SENHOR chuva, Ver a nota em 8.12.

•10.2 os ídolos ... os adivinhos. Os ídolos são divindades domésticas (Gn


1083 ZACARIAS 10, 11

que não há pastor. 3 Contra ios pastores se acendeu a minha

ira, j e castigarei. os 4 bodes-guias; mas o SENHOR dos Exércitos 1tomará a seu cuidado o rebanho, a casa de Judá, e mfará des-

ta o seu cavalo de glória na batalha. 4 De Judá sairá na pedra

angular; dele, oa estaca da tenda; dele, o arco de guerra; dele

sairão todos os 5chefes juntos. s E serão como valentes que,

na batalha, Ppisam aos pés os seus inimigos na lama das ruas;

pelejarão, porque o SENHOR está com eles, e envergonharão

os que andam montados em cavalos.

6 Fortalecerei a casa de Judá, e salvarei a casa de José, e

Qfá-los-ei voltar, porque 'me compadeço deles; e serão como se

eu não os tivera rejeitado, porque eu sou o SENHOR, seu Deus,

e 5 0S ouvirei. 7Qs de Efraim serão como um valente, e o seu

tcoração se alegrará como pelo vinho; seus filhos o verão e se

alegrarão; o seu coração se regozijará no SENHOR. 8 Eu "lhes as-

sobiarei e os ajuntarei, porque os tenho remido; vmultipli-

car-se-ão como antes se tinham multiplicado. 9 Ainda que xos

ó espalhei por entre os povos, eles zse lembram de mim em lu-

gares remotos; viverão com seus filhos e voltarão. 10 Porque

aeu os farei voltar da terra do Egito e os congregarei da Assíria;

trá-los-ei à terra de Gileade e do Líbano, be não se achará lugar

para eles. 11 cpassarão o mar de angústia, as ondas do mar se-

rão feridas, e todas as profundezas 7 do Nilo se secarão; então,

d será derribada a soberba da Assíria, e eo cetro do Egito se reti-

rará. 12 Eu os fortalecerei no SENHOR, e /andarão no seu nome,

diz o SENHOR.

11 Abre, ó Líbano, aas tuas portas, para que o fogo con-

suma os teus cedros. 2 Geme, ó cipreste, porque bos

cedros caíram, porque as mais excelentes árvores são destruí-

das; gemei, ó carvalhos de Basã, cporque o denso bosque foi

derribado. 3 Eis o uivo dos dpastores, porque a sua glória é

destruída! Eis o bramido dos filhos de leões, porque foi des-

truída 1 a soberba do Jordão!

A parábol.a do bom pastor

4 Assim diz o SENHOR, meu Deus: Apascenta as ovelhas

destinadas para a matança. s Aqueles que as compram ma-

tam-nas e enão são punidos; os que as vendem /dizem: Lou-

vado seja o SENHOR, porque me tornei rico; e os seus pastores

gnão se compadecem delas. 6 Certamente, já não terei pieda-

de dos moradores desta terra, diz o SENHOR; eis, porém, que

entregarei os homens, cada um nas mãos do seu próximo e

nas mãos do seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei

das mãos deles.

7 Apascentai, pois, as ovelhas destinadas 2 para a matança,

h as pobres ovelhas do rebanho. Tomei para mim duas varas: a

uma chamei 3Graça, e à outra, 4União; e apascentei as ove-

lhas. 8 5Dei cabo dos três pastores inum mês. Então, perdi a

paciência com as ovelhas, e também elas estavam cansadas

de mim. 9 Então, disse eu: não vos apascentarei; jo que quer

morrer, morra, o que quer ser destruído, seja, e os que resta-

rem, coma cada um a carne do seu próximo. to Tomei a vara

4'.~~~~~~~~~~~

~ 3 iJr 25.34-36; Ez 34.2; Zc 11.17 jEz 34.17 ILc 1.68 m Ct1.9 4 Líderes 4 n Is 28.16 oIs 22 23 50u déspotas tiranas S PSI 18.42 6 q Jr

3.18;Ez37.21 '0s1.7;Zc1.16SZc13.9 7tSl10415 8Uls5.26Vls49.19;Ez36.37;Zc2.4 9X0s2.23ZDt301 óOusemeei lOals

11.11; Os 11.11 bls49.19-20 11eis11.15dls14.25; Sf2.13eEz30.131Ut.doria 12/Mq4.5

CAPÍTULO 11 1 a Zc 10.1 O 2 b Ez 31.3 e Is 32.19 3 d Jr 25.34-36 1 Ou a planície, a mata S e [Jr 2.3]; 50. 7 !Os 12.8 g Ez 34.2-3

7 h SI 3.12 2 Conforme TM. T e V; 1)()( para as cananitas 3 Ou Bondade ou Beleza 4 Ou Laças 8 i Os 5.7 5 Lit. Cortei fora 9 j Jr 15.2

31.19). As tentativas do ocultismo de predizer o futuro estão proibidas ao povo

de Deus (Dt 18.9-14). o qual deve buscar a sua sabedoria na palavra de Deus

(Pv 17)

não há pastor. Os líderes de Israel e de Judá foram muitas vezes repreendidos

por sua liderança ímpia junto ao povo de Deus (Ez 34.1-10).

•10.3 cavalo de glória. Judá será forte como um cavalo preparado para a bata-

lha por causa da ajuda de Deus (v. 6).

•10.4 a pedra angular ... a estaca da tenda ... o arco de guerra. Referências

simbólicas ao Messias. Jesus era da tribo de Judá (Hb 7.14) e veio em cumpri-

mento da promessa da vinda de um rei que conquistaria todos os outros gover-

nantes. Ver as notas em Gn 49.1 O e Mq 5.2.

•10.6 eu sou o SENHOR, seu Deus. Outra forte afirmação do vínculo pactuai

entre Deus e o seu povo. Deus salva o seu povo por causa de seu eterno compro-

misso com eles (8.8, nota; Jr 31.33).

•10.8 Eu lhes assobiarei. Assim como um pastor assobia para o seu rebanho

(cf. Is 7.18). assim também Deus trará de volta os seus exilados das terras es-

trangeiras !Dt 30.1-10).

como antes se tinham multiplicado. Assim como os israelitas multiplica-

ram-se no passado (Êx 1.7). em cumprimento à promessa pactuai de Deus a


Abraão (Gn 15.5; 17.6).


•10.10-12 O ato poderoso de Deus convocando os exilados é descrito numa lin-

guagem que lembra o êxodo de Israel do Egito (Is 43.16-17).

•10.12 andarão no seu nome. Seguindo a orientação e a sabedoria divinas em

tudo quanto faziam (Dt 6.4-9; Mq 4.5).

•11.-3 Os estudiosos discutem se este pequeno trecho poético pertence à se-

ção que o antecede (caps. 9--1 O, o julgamento de Deus contra as nações) ou à

que o segue ( 11 .4-17, o julgamento de Deus contra Israel por terem rejeitado o

Pastor). As metáforas dos grandes carvalhos, densas florestas e leões ferozes

são provenientes das plantas e animais do vale do rio Jordão. A linguagem é coe-

rente com os vários julgamentos na história de Israel, porém o julgamento maior

virá sobre aquelas nações e indivíduos que rejeitam o Bom Pastor, Jesus Cristo

(At 4.24-28).

•11.2 cedros. Árvore usada com freqüência como símbolo do Líbano ( 1 As 5.6;

SI 10416)

Basã. Área fértil ao nordeste do mar Morto IDt 3.1, nota).

•11.4-17 É difícil identificar com certeza os atores desta seção, embora o ensino

em geral esteja claro. O profeta é nomeado para ser um bom pastor, mas sendo

rejeitado, ele abandona o rebanho lv. 9). Na qualidade de um bom pastor, o profe-

ta é um tipo do Pastor messiânico vindouro, Jesus Cristo, o qual veio como o Bom

Pastor e deu a sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11-18).

•11.4 Apascenta as ovelhas. Uma ordem dada a Zacarias.

as ovelhas destinadas para a matança. O povo de Israel.

•11.6 já não terei piedade. Essas palavras eram apropriadas antes do exílio ba-

bilônico (Jr 13.14; 15.5; 21.7). Elas ocorrem aqui por causa da contínua rebelião

do povo (Mt 21.33-46).

•11. 7 Graça. Ver nota textual. Essa palavra é também usada para indicar o pró-

prio Deus !SI 27.4; 90.17). A vara é símbolo da graça que Deus demonstrou ao

seu povo na sua aliança (v. 1 O).

União. Ver nota textual. A unidade da nação dividida (v. 14) foi prometida na nova

aliança (Jr30.3; 31.27,31; 337).

•11.8 três pastores. Esses pastores são difíceis de identificar. Eles poderiam

ser símbolos de todos os líderes que não se adequam aos padrões divinos. Com o

passar do tempo, o Bom Pastor escolhido por Deus substituirá todos os demais

governantes (Ap 2.27).

•11.9 O profeta, como um pastor, exprime o seu desgosto com a rebelião e a

desobediência do rebanho.

•11.1 O aliança ... com todos os povos. Obrigação divinamente imposta sobre

as nações de não prejudicarem Israel, o povo de Deus (cf Ez 34.25; Os 2.18).


ZACARIAS 11-13 1084

chamada 6Graça e a quebrei, para anular a minha aliança,

que eu fizera com todos os povos. 11 Foi, pois, anulada naque-

le dia; e / as 7 pobres do rebanho, que fizeram caso de mim, re-

conheceram que isto era palavra do SENHOR. 12 Eu lhes disse: 8 se vos parece bem, dai-me o meu salário; e, se não, deixai-o.

mpesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata.

13 Então, o SENHOR me disse: Arroja isso ao noleiro, esse mag-

nífico preço em que fui avaliado por eles. Tomei as trinta moe-

das de prata e as arrojei ao oleiro, na Casa do SENHOR.

14 Então, quebrei a segunda vara, chamada oUnião, para

romper a irmandade entre Judá e Israel.

A parábola do pastor insensato

IS O SENHOR me disse: oToma ainda os petrechos de um pas-

tor insensato, 16 porque eis que suscitarei um pastor na terra, o

qual não cuidará das que estão perecendo, não buscará a desgar-

rada, não curará a que foi ferida, nem apascentará a sã; mas co-

merá a carne das gordas e lhes arrancará até as unhas. 17  Ai do

pastor inútil, que abandona o rebanho! A espada lhe cairá sobre

o braço e sobre o olho direito; o braço, completamente, se lhe

secará, e o olho direito, de todo, se escurecerá.

A salvação de Jerusalém

12 1 Sentença pronunciada pelo SENHOR contra Israel.

Fala o SENHOR, ao que estendeu o céu, fundou a terra

e formou o espírito do homem dentro dele. 2 Eis que eu farei

de Jerusalém cum cálice 2 de tontear para todos os povos em

redor e também para Judá, durante o sítio contra Jerusalém.

3 Naquele dia, farei de Jerusalém uma pedra pesada para

todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemen-

te; e, contra ela, se ajuntarão todas as nações da terra. 4 Na·

quele dia, diz o SENHOR, /ferirei de espanto a todos os cavalos

e de loucura os que os montam; sobre a casa de Judá abrirei

os olhos e ferirei de cegueira a todos os cavalos dos povos.

s Então, os chefes de Judá pensarão assim: Os habitantes de

Jerusalém têm a força do SENHOR dos Exércitos, seu Deus.

6 Naquele dia, porei os chefes de Judá gcomo um braseiro ar-

dente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha; eles

devorarão, à direita e à esquerda, a todos os povos em redor,

e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar, em

Jerusalém mesma. 7 O SENHOR salvará primeiramente as ten-

das de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos

habitantes de Jerusalém não sejam exaltadas acima de Judá.

8 Naquele dia, o SENHOR protegerá os habitantes de Jerusa-

lém; e o mais fraco dentre eles, naquele dia, será como Davi,

e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do SENHOR

diante deles. 9 Naquele dia, procurarei hdestruir todas as na-

ções que vierem contra Jerusalém.

O arrependimento dos habitantes de Jerusalém

10 1

E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusa·

lém derramarei o espírito da graça e de súplicas; iolharão para

aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão 1como quem pran-

teia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amar-

gamente pelo primogênito. 11 Naquele dia, será grande mo

pranto em Jerusalém, ncomo o pranto de Hadade-Rimom, no

vale de 3Megido. 12 oA terra pranteará, cada família à parte; a

família da casa de Davi à parte, e suas mulheres à parte; a famí-

lia da casa de PNatã à parte, e suas mulheres à parte; 13 a fa-

mília da casa de Levi à parte, e suas mulheres à parte; a família

dos simeítas à parte, e suas mulheres à parte. 14 Todas as mais

famílias, cada família à parte, e suas mulheres à parte.

Eliminados os ídolos e os falsos profetas

13 Naquele adia, haverá buma fonte aberta para a casa

de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remo-

.a..~~

~ 10 ó Ou Bondade ou Beleza 11 ISf 3.12 ?Conforme TM, Te V; LXXos cananitas 12 m Êx 21.32 8 se é bom aos vossos olhos 13 nMt


·-~-~ =-e=-='-------=--=-~-~=---=----------


27.3-10 14 9QuUnidade 15 ols56.11 16PEz34.1-10 17qJr23.1

CAPÍTULO 12 1 a Is 42.5; 44.24 b Nm 16.22; [Ec 12.7; Is 5716]; Hb 12.9 1 Oráculo, Profecia 2 e Is 51.17 2 Oe embriaguez 3 dzc

12.4,6,8; 13.1 e Mt 21.44 4/SI 76.6; Ez 38.4 6g Is 10.17-18; Ob 18; Zc 11.1 9 h Ag 2.22 10 i Jr 31.9; 50.4; Ez 39.29; [JI

2.28-29] i Jo 19.34,37; 20.27; [Ap 1. 7] 1Jr6.26; Am 8.1 O 11 m [Mt 24 30]; At 2.37; [Ap 1. 7] n 2Rs 23.29 3 Hebr Megiddon 12 o [Mt

24.3Q; Ap 17] P Lc 3.31

CAPITULO 13 1aAt10.43; [Ap 21.6-7] bSI 36.9; [Hb 9.14; 1Jo 1.7] CNm 19.17; Is 4.4; Ez 36.25

Com a remoção do favor de Deus em relação a Israel, as nações poderiam afligir o

rebanho de Deus.

•11.12 trinta moedas de prata. Aparentemente, o preço de um escravo (Êx

21.32). As autoridades judaicas pagaram a Judas trinta moedas de prata para

trair a Jesus (Mt 26.14-16).


•11.13 as arrojei ao oleiro, na Casa do SENHOR. Uma profecia que se cum-

priu quando Judas lscariotes lançou as trinta moedas de prata no templo IMt


27.1-10; cf. Jr 19.1-13).


•11.14 romper a irmandade entre Judá e Israel. Dissolução da nação em ali-

ança por terem rejeitado o Bom Pastor.

•11.15-17 Com a rejeição do Bom Pastor, líderes indignos assumem o seu lugar

lcl. Ez 34.1-10). A perda do "braço" e do "olho direito" indica a perda de poder edis-

cernimento necessários para a liderança (v. 17). Alguns estudiosos sugerem que

esta profecia refere-se aos governantes judeus que lideraram a nação em rebeliões

desastrosas contra Roma após a morte de Cristo 16&----74, 132-135 d.C.).

•12.1-14.21 O segundo oráculo da última metade do livro enfoca o julgamento

de Deus sobre as nações, culminando com a salvaçáo de Jerusalém e a celebra-

ção final da Festa dos Tabernáculos.

•12.1 Sentença pronunciada pelo SENHOR. Ver a nota em 9.1.

•12.2 um cálice de tontear. Uma figura veterotestamentária comum da ira de

Deus como um cálice do qual as nações beberão (Is 51.17; Jr 25.15-17,27-29; Ez

2332-34)

•12.3 Naquele dia. O Dia do Senhor l 14.1) Essa expressão ocorre várias vezes

nos caps. 12-14, e indica a plenitude do julgamento do mundo e a salvação final

do povo de Deus.

uma pedra pesada. A Jerusalém terrena dos dias de Zacarias era um tipo da

igreja, a Jerusalém celestial, na qual atualmente vivemos pela fé IHb 12.22-24).

•12.6 braseiro ... tocha. Mais figuras do poder devorador de Judá.

•12.1 O espírito da graça e de súplicas. Isso descreve o Espírito gracioso de

Deus que produz humildade no povo de Deus. Os profetas do Antigo Testamento

enfatizam que a renovação da aliança de Deus IJr 31.31-33) subentende a reno-

vação por meio do seu Espírito Os 59.21; Ez 36.26-27; 39.29; JI 2.28-29).

olharão para aquele a quem traspassaram. Provavelmente, isso signifique

"olhar para o Messias como a fonte da salvação". Muitas passagens do evange-

lho de João falam da fé como "'ve(' IJo 6.40). Aquele que é assim contemplado

com fé não é outro senão o próprio Deus, que e traspassado na pessoa de seu Fi-

lho encarnado, o Messias (Jo 1.14 e nota; 19.37).

•13.1 Naquele dia. Ver a nota em 12.3.


1085 ZACARIAS 13, 14


ver o pecado e a impureza. 2 Acontecerá, naquele dia, diz o

SENHOR dos Exércitos, que d eliminarei da terra os nomes dos

ídolos, e deles não haverá mais memória; e e também remove·

rei da terra os profetas e o espírito imundo. 3 Quando alguém

ainda profetizar, seu pai e sua mãe, que o geraram, lhe dirão:

!Não viverás, porque tens falado mentiras em nome do

SENHOR·, 'i>e\l -pai e sua mãe, que o geraram, go traspassarão

quando profetizar. 4 Naquele dia, hse sentirão envergonha-

dos os profetas, cada um da sua visão quando profetiza; nem

mais se vestirão de imanto de pêlos, para enganarem. 5 iCada

um, porém, dirá: Não sou profeta, sou lavrador da terra, por·

que fui comprado desde a minha mocidade. 6 Se alguém lhe

disser: Que feridas são essas nas tuas mãos?, responderá ele:

São as feridas com que fui ferido na casa dos meus amigos.

Ferido o pa.stor de Deus

7 Desperta, ó espada, contra o 1

meu pastor e contra o ho·

mem mque é o meu companheiro, diz o SENHOR dos Exérci·

tos; nfere o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas; mas

volverei a mão para oos pequeninos. 8 Em toda a terra, diz o

SENHOR, Pdois terços dela serão eliminados e perecerão;

q mas a terceira parte restará nela. 9 Farei passar a terceira

parte 'pelo fogo, e s a purificarei como se purifica a prata, e a

provarei como se prova o ouro; 1ela invocará o meu nome, e

eu a ouvirei; "direi: é meu povo, e ela dirá: O SENHOR é meu

Deus.

O juízo sobre Jerusalém e seus opressores

14 Eis que vem ao Dia do SENHOR, em que os teus 1 des·

pojos se repartirão no meio de ti. 2 Porque beu ajun·

tarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a

cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulhe·

res, forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o

restante do povo não será expulso da cidade. 3 Então, sairá o

SENHOR e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia

da batalha. 4 Naquele dia, estarão os seus pés csobre o mon·

te das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o orien-

te; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o

oriente e para o ocidente, e dhaverá um vale muito grande;

metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade,

para o sul. s Fugireis pelo vale dos meus montes, porque o

vale dos montes chegará até Azal; sim, fugireis como fugis·

tes do terremoto nos dias de Uzias, rei deJudá;fentão, virá

o SENHOR, meu Deus, e gtodos os santos, 2 com ele. 6 Acon-

tecerá, naquele dia, que não haverá luz, 3mas frio e gelo.

7 Mas será um dia singular hconhecido do SENHOR; não será

nem dia nem noite, mas ihaverá luz à tarde.

8 Naquele dia, também sucederá que correrão de Jeru-

salém iáguas vivas, metade delas para 4o mar oriental, e a

outra metade, até 5 ao mar ocidental; no verão e no inver·

no, sucederá isto. 9 O SENHOR será 1

Rei sobre toda a terra;

naquele dia, mum só será o SENHOR, e um só será o seu

nome .


• 2 dÊx 23.13; Os 2.17 eJr 23.14-15; 2Pe 2.1 3/0t 18.20; [Ez 14.9) gDt 13.6-11; [Mt 10.37) 4 hJr 6.15; 8.9; [Mq 3.6·7) i2Rs 1.8; Is 20.2;

Mt 3.4 5 i Am 7.14 7 ils 40.11; Ez 34.23-24; 37.24; Mq 5.2,4 m [Jo 10.30) n Mt 26.31,56,67; Me 14.27; 1Pe5.4; Ap 7.16-17 o Lc 12.32

8 P Is 6.13; Ez 5.2,4, 12 q [Rm 11.5) 9 'Is 48.1 O; Ez 20.38; MI 3.3 s 1 Pe 1.6-7 t SI 50.15; SI 3.9; [Zc 12.1 O] u Jr 30.22; Os 2.23

CAPiTUL014 1 •[ls13.6,9;Jl2.1;Ml4.1) lespó!iooupresa 2bJl3.2;Zc12.2-3 4CEz11.23;At1.9-12dJl3.12 sels29.6;Am

1.1/[SI96.13]; Is 66.15-16; Mt 24.30-31; 25.31; Jd 14 gJI 3.11 2com Deus, conforme l.XX, Te V; TM contigo, com Deus 6 3Conforme l.XX,

Se Symmachus; TM as coisas gloriosas ou preciosas congelarão 7 h Mt 24.36 ils 30.26 8 iEz 47.1-12; JI 3.18; [Jo 7.38; Ap 22.1-2] 4Q mar

Morto 5 O mar Mediterrâneo 9 1 [Jr 23.5-6; Ap 11.15] m [Ef 4 5-6); Dt 6.4

fonte ... para remover o pecado e a impureza. O quadro de uma fonte purifi-

cadora indica a abundância do perdão (cf. Jr 2.13). Em última análise, encontra-

mos esta abundância de perdão em Jesus e no Espírito (Jo 7.37-39).

•13.3 mentiras em nome do SENHOR. A profecia falsa inclui tanto a profecia

em nome de um deus falso como o discurso presunçoso em nome do Senhor

(Dt 13; 18.20-22). Os falsos profetas deviam ser mortos à espada (Dt

13.12-15).

•13.4 manto de pêlos. Os falsos profetas negarão ser profetas por temor à pu-

nição e recusarão o traje que, tradicionalmente, representava um profeta 12Rs

1.8; Mt3.4).

•13.6 feridas ... nas tuas mãos. Provavelmente ferimentos auto-infligidos du-

rante alguma adoração idólatra. Vários textos do Antigo Testamento sugerem que

tais práticas eram costumeiras no culto pagão (Lv 19.28; 21.5; Dt 14.1; 1Rs

18.28). O profeta aqui acusado afirma que os ferimentos lhe foram infligidos por

amigos, não sendo resultantes de adoração idólatra.

•13. 7-9 Esses versículos contemplam o Pastor divinamente escolhido que sofre

nas mãos de Deus (v. 7). Deste julgamento emerge o verdadeiro povo de Deus (v.

9). No Antigo Testamento não há quadro mais claro acerca de Jesus e da sua

Igreja sofredora. Ver as notas abaixo.

•13. 7 fere o pastor. Para o nosso espanto, Deus feriu o Pastor que ele mesmo

escolhera. Jesus é o Pastor ferido e afligido (Mt 26.31-35; Me 14.27-31; Lc

2231-34).

as ovelhas. O povo de Deus sofre juntamente com o seu Pastor (2Co 1.5, nota).

para os pequeninos. A preposição "para" também pode ser traduzida por "con-

tra". Possivelmente trata-se de uma indicação do julgamento de Deus contra as

suas ovelhas. No entanto. aqui pode indicar a proteção divina aos "pequeninos"

em meio ao sofrimento.

•13.8 dois terços ... terceira parte. O julgamento separa os verdadeiros fiéis

dos falsos. Um tema profético comum é que o julgamento de Deus distinguirá os

orgulhosos dos humildes ISf 3.11-12), as ovelhas verdadeiras das falsas (Ez

34.17-22)

•14.1 vem o Dia do SENHOR. Os profetas do Antigo Testamento proclamavam

um "Dia do Senhor" para julgamento e livramento, estando ambos presentes

nesta passagem (Introdução a Sofonias: Características e Temas).

•14.5 Azal. Trata-se claramente de um local próximo a Jerusalém, embora a sua

localização precisa seja desconhecida.

santos. Essa expressão se encontra no Novo Testamento (Jd 14; cf. Mt 25.31).

Esses são os servos escolhidos de Deus. a hoste angelical (talvez também húma-

nos), vindos a Jerusalém para libertá-la de agressores pagãos. Este dia de batalha

antecipará a bem-aventurança eterna da presença especial de Deus entre o seu

povo.

•14. 7 um dia ... haverá luz. O próprio Deus será a luz da cidade (Is 60.19-20; Ap

21.25; 22.5). A luz natural, emitida pelos corpos celestes, terá cessado (v. 6).

•14.8 da Jerusalém águas vivas. Como resultado da presença do Senhor,

uma corrente de águas refrescantes traz cura àqueles que buscam refúgio no Se-

nhor. Tal água simboliza as bênçãos da salvação (Is 55.1-5; Ez 47.1-12; Jo

4.10-14). Os que crêem em Jesus recebem a água viva que somente ele pode

dar (Jo 7.37-39; Ap 22.1 ).

•14.9 Rei sobra toda a terra. Diante dessa vitória final, a soberania de Deus se

manifesta sobre tudo e todos.

um só será o SENHOR, e um só sará o seu nome. Essas palavras se baseiam

claramente em Dt 6.4, a confissão fundamental de Israel (Me 12.29, nota). So-

mente nesse dia de vitória o pleno significado dessa confissão será compreen-

dido.


ZACARIAS 14 1086

10 Toda a terra se tornará como a planície de Geba a

Rimam, ao sul de Jerusalém; 6esta será exaltada e nhabitada

no seu lugar, desde a Porta de Benjamim até ao lugar da pri-

meira porta, até à Porta da Esquina oe desde a Torre de Hana-

nel até aos lagares do rei. 11 Habitarão nela, e Pjá não haverá

maldição, qe Jerusalém habitará segura.

12 Esta será a praga com que o SENHOR ferirá a todos os po-

vos que guerrearem contra Jerusalém: a sua carne se 7 apodre-

cerá, estando eles de pé, apodrecer-se-lhes-ão os olhos nas suas

órbitas, e lhes apodrecerá a língua na boca. 13 Naquele dia,

também haverá da parte do SENHOR 'grande confusão entre


eles; cada um agarrará a mão do seu próximo, cada um levan-

tará sa mão contra o seu próximo. 14 Também Judá pelejará

em Jerusalém; 1

e se ajuntarão as riquezas de todas as nações

circunvizinhas, ouro, prata e vestes em grande abundância.

15 "Como esta praga, assim será a praga dos cavalos, dos mu-

las, dos camelos, dos jumentos e de todos os animais que esti-

verem naqueles arraiais .

A glória futura da cidade de Deus

16 Todos os que restarem de todas as nações que vieram

contra Jerusalém vsubirão de ano em ano para xadorar o Rei,

o SENHOR dos Exércitos, e para celebrar za Festa dos Tabernácu-

los. 17 aSe alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém,

para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, não virá sobre ela a

chuva. 18Se a farm1ia dos begípcios não subir, nem vier, cnão

cairá sobre eles a chuva; virá a praga com que o SENHOR ferirá

as nações que não subirem a celebrar a Festa dos Tabernáculos.

19 Este será o 8 castigo dos egípcios e o castigo de todas as na-

ções que não subirem a celebrar a Festa dos Tabernáculos.

20 Naquele dia, será gravado nas campainhas dos cavalos:

dSanto ao SENHOR; e as epanelas da Casa do SENHOR serão

como as bacias diante do altar; 21 sim, 9todas as panelas em

Jerusalém e Judá serão santas ao SENHOR dos Exércitos; todos

os que oferecerem sacrifícios virão, lançarão mão delas e

nelas cozerão a carne do sacrifício. Naquele dia, já não haverá

!mercador na Casa do SENHOR dos Exércitos.


• 10 nJ;c30.18;Zc 12.6 °Ne 3.1; Jr 31.;8 6Lit. ela, Je~sal~ 11 ;Jr31.40 QJr 23.6; Ez34.25._2~; Os 2.18 12 1Lit.deteriorá - 13·,~1~S~m~~~ 14.15,20 s Jz 7.22; 2Cr 20.23; Ez 38.21 141 Ez 39.10,17 15 u Zc 14.12 16 v [Is 2.2-3; 60.6-9; 66.18-21; Mq 4.1-2) x Is 27.13 z Lv

23.34-44; Ne 8.14; Os 12.9; Jo 7.2 17 aIs 60.12 18 b Is 19.21 e Dt 11.1 O 19 8 Lit. pecado 20 dÊx 28.36; 39.30; Is 23.18; Jr 2.3 e Ez

46.20 21fls35.8; Ez 44.9; JI 3.17; Ap 21.27; 22.15 g[Ef 2.19-22] 90u em todas as panelas .. estará gravado "Santidade para o SENHOR dos

Exércitos"

•14.10 Essa ex1ensa descrição geográfica visa salientar que toda a terra do povo

de Deus será reivindicada pelo próprio Deus.

•14.12 praga. Essa terrível praga lembra as pragas do Egito (Êx 7-12), bem

como as maldições pactuais proclamadas por Deus contra os israelitas

desobedientes (Lv 26.16; Dt 28.22).

•14.15 assim será a praga. A praga se estenderá até os animais pertencentes

aos inimigos pagãos de Deus. Zacarias está enfatizando que a destruição dos

inimigos de Deus será final e completa. Os fiéis desfrutam já agora a vitória

mediante a fé (1Jo 5.4) e aguardam a subjugação final dos inimigos de Deus a ser

implementada par Crista (1Ca 15.24-28).

•14.16-20 A parte final do livro retrata a bênção universal que Deus concederá

nos últimos tempos.

•14.16 Todos os que restarem. Os habitantes das nações pagãs não são

todos destruídos. Alguns destes são convertidos e vêm adorar o Deus vivo e

verdadeiro em Jerusalém (615; 8.23 e notas).

a Festa dos Tabernáculos. A adoração dos gentios é expressa em termos

dessa celebração porque esta era uma festa de alegria e gratidão a Deus por suas

bênçãos (Lv 23.33-36,39-43; Nm 29.12-34; Dt 16.13-15). A festa ocorria durante

o período da colheita do outono e, assim, poderia simbolizar a colheita dos

gentios.

•14.20 Santo ao SENHOR. Originalmente inscrita no turbante do sumo

sacerdote (Êx 28.36-38) para expressar dedicação, a expressão é agora aplicada

a tudo em Jerusalém, mesmo às sinetas dos cavalos e às panelas de cozinha,

porquanto a presença de Deus santifica tudo que se encontra ao seu redor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário