sábado, 24 de janeiro de 2026

PORTAL - GNA - UFOLOGIA - IMAGENS DO ALÉM - (psicografia Heigorina Cunha - espírito Lucius).pdf - PDF - LIVROS I BV ESPÍRITA - GRATIDÃO - UFOLOGIA ESPIRITUAL CÓSMICA - GRUPO DE NATUREZA ALIENÍGENA - GNA

IMAGENS DO ALÉM - PSICOGRAFIA - HEIGORINA CUNHA PELO ESPÍURITO LUCIUS.



CONTRA-CAPA:

Os desenhos da médium Heigorina Cunha feitos

após seu retorno das excursões à cidade Nosso Lar,

em desdobramento espiritual, amparada e orientada

pelo Espírito Lucius - bem como as Anotações de

André Luiz, recebidas por Francisco Cândido Xavier -,

deram origem ao conhecido livro Cidade no Além.

Posteriormente, estimulada por Chico Xavier,

Heigorina retornou à sua tarefa mediúnica, e novas

visitas foram feitas à mesma cidade e à colônia de

Eurípedes Barsanulfo - esta última localizada sobre a

região em que se situa, em nossa esfera, a cidade de

Sacramento, MG -, originando interessantes desenhos

que, com respectivos esclarecimentos, resultaram

nesta obra.

Cúpula do Castelo da Governadoria,

Restringimento do perispírito com vistas à

reencarnação, Nave individual para viagem

interplanetária, Campo da Música, Cúpula do Cisne,

Coreto, A Cruz, Bosque das Águas com o Rio Azul e

Reunião do Crepúsculo são os motivos das novas

imagens da cidade Nosso Lar.

Contém 16 ilustrações a cores.

Obras da mesma autora:

• Cidade no Além

• A Força da Mente


HEIGORINA CUNHA

ESPÍRITO LUCIUS


IMAGENS

DO ALÉM


INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA

Av. Otto Barreto, 1067 - Cx. Postal 110 - CEP 13602-970 - Araras/SP - Brasil

Fone (19) 3541-0077 - Fax (19) 3541-0966

CNPJ 44.220.101/0001-43 - Inscrição Estadual 182.010.405.118

IDE EDITORA É APENAS UM NOME FANTASIA UTILIZADO PELO INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA,

O QUAL DETÉM OS DIREITOS AUTORAIS DESTA OBRA.

www.ideeditora.com.br


© 1994, Instituto de Difusão Espírita


7

a

edição - maio/2009

1

a

reimpressão -julho/2010

27.001 ao 28.000 exemplares


FICHA CATALOGRÁFICA

(Preparada na Editora)

Cunha, Heigorina, 1923 –

C98Í Imagens do Além / Heigorina Cunha,

Espírito Lucius. Araras, SP, 7a edição, IDE, 2009.

96 p.: 16 il.

1. Espiritismo 2. Imortalidade 3. Vida Futura

I. Lucius. II. Título.


CDD - 133.9

- 133.91

- 133.901 3


Índices para catálogo sistemático:

1. Espiritismo 133.9

2. Espíritos: Comunicações mediúnicas: Espiritismo 133.91

3. Imortalidade da alma: Espiritismo 133.901 3

4. Vida depois da morte: Espiritismo 133.901 3


ÍNDICE


Apresentação 7

1. - Colônia de Eurípedes Barsanulfo 10

2. - Esferas Espirituais da Terra 16

3. - Um dos Templos de Iniciação, no

Ministério da União Divina 22

4. - O Castelo de Vegetação 24

5. - Edifício da Governadoria -

O Castelo de Nosso Lar 27

6. - A Cúpula do Castelo 30

7. - O Pavilhão do Restringimento 32

8. - Novos Desenhos 37

9. - O Registro do Palácio do Cisne 41

10. - Retorno ao Campo da Música 44

11. - Grande Surpresa - A Cruz 48

12. - O Bosque das Águas 52

13. - Reunião do Crepúsculo 54


ÍNDICE DAS ILUSTRAÇÕES


1. Colônia de Eurípedes Barsanulfo 68

2. Templo de Iniciação, no

Ministério da União Divina 58

3. O Castelo de Vegetação 59

4. Edifício da Governadoria -

O Castelo de Nosso Lar 60

5. A Cúpula do Castelo da Governadoria 61

6. Pavilhão do Restringimento 62

7. Desenho do Restringimento 63

8. Desenhos da Nave Individual 64

9. Desenhos da Nave Individual 65

10. Campo da Música 66

11. Cúpula do Cisne 67

12. Coreto 69

13. A Cruz 70

14. Bosque das Águas 71

15. Reunião do Crepúsculo 72

16. Esferas Espirituais da Terra 73


APRESENTAÇÃO


Nossa querida irmã Heigorina Cunha está

nos brindando com mais um livro (1) com

desenhos de prédios e coisas que viu em suas

excursões, em estado de desdobramento

espiritual, ao Mundo Maior.

A novidade, que lhe diz muito ao coração, é

a planta baixa da cidade espiritual dirigida por

Eurípedes Barsanulfo e que está localizada sobre

a região em que se situa, em nossa esfera, a

cidade mineira de Sacramento, terra natal de

ambos, a desenhista e seu tio desencarnado,

porque o grande Tarefeiro do Cristo é tio por laços

consangüíneos de nossa querida autora, e ligado

a ela profundamente no campo espiritual.

Além dessa contribuição, nos traz outras

imagens de Nosso Lar (

2

), também de grande

valor ilustrativo uma vez que se referem a

edifícios e instituições que constam nos livros de

1

O outro é Cidade no Além, Francisco Cândido Xavier, Heigorina Cunha,

Espíritos André Luiz e Lucius, edição IDE.

2

Nosso Lar, Francisco Cândido Xavier/André Luiz, edição FEB.


nosso querido irmão espiritual André Luiz, como

existentes naquela cidade do espaço, já famosa

no mundo inteiro em razão da revelação que nos

foi feita, naturalmente com a permissão de Deus,

através do referido livro e dos que o seguiram.

Cumpre anotar que estamos reutilizando

algumas ilustrações do livro Cidade no Além,

tendo em vista esclarecimentos que ali não foram

dados e que agora nos chegam, como se poderá

verificar no texto.

Como ocorreu no livro Cidade no Além todas

as ilustrações acham-se num apêndice no final

deste livro.

Quanto à continuidade do trabalho de nossa

querida irmã, nesse terreno da mediunidade,

achamos conveniente trazer ao leitor algumas

observações de nosso irmão Francisco Cândido

Xavier que se acham no depoimento adiante de

nossa autora, a saber:

"- Como vão os desenhos?

"- Que desenhos, Chico?

"- De Cidade no Além.

"Para nós foi uma enorme surpresa, uma vez

que entendíamos tudo terminado. Chico

continuou:

"- Lucius está dizendo que é preciso

continuar com os desenhos.

*


"Ao terminarmos os desenhos, nos

apressamos em levá-los ao nosso querido Chico,

para que os visse.

"Depois de dialogarmos longo tempo sobre

os desenhos, e a mediunidade, Chico nos

perguntou de repente:

"- Você não recebeu um desenho que tem

uma cruz?

"- Cruz, Chico?

"- É.

"- Não, - respondi surpresa.

"Houve uma pausa e recompondo-me

acrescentei:

"- Não recebi não, e, aliás, não sou muito

ligada à cruz.

"- Mas vai recebê-lo.

"- Mas cruz, Chico?!

"Mudando a voz, numa atitude de respeito e

com um sorriso angélico, ele disse:

"- Ela é linda!

*


Assim, pois, sem mais delongas e sem entrar no

mérito do material aqui exposto, estamos entregando

aos queridos leitores mais esta obra de nossa

abnegada irmã, em favor de melhor conhecimento do

mundo espiritual que nos aguarda além do túmulo e,

conseqüentemente, da Doutrina Espírita.

Araras, 19 de novembro de 1994.


OS EDITORES.


1 - COLÔNIA DE EURÍPEDES


BARSANULFO


A Colônia Espiritual de Eurípedes

Barsanulfo, a que se refere o desenho de sua

planta baixa (pág. 68), está no espaço que fica

sobre a cidade de Sacramento (MG)

Olhando-se a planta baixa da Colônia, e

comparando-a com a planta baixa da cidade

Nosso Lar, constante de nosso livro Cidade no

Além, podemos ver que quem arquitetou a

primeira inspirou-se nos princípios arquitetônicos

da segunda, uma vez que aquela lembra muito

esta em sua divisão em setores, agrupando os

trabalhadores do setor, e dividindo-se em quatro

asas correspondendo cada uma a um setor de

atividade.

O prédio central, de forma redonda, abriga a

Administração da Colônia e, por fora dele, os

Parlatórios, em forma de U, símbolo do Universo,

e em número de quatro, um para cada setor,

destinam-se ao diálogo entre os residentes e os

visitantes à procura de orientações, em transitório

desdobramento, para receberem instruções que


conseguem guardar de memória quando

despertam no mundo físico, com instruções e

lembranças nítidas.

As quatro divisões da Colônia são as

seguintes:

1. O RECINTO DA ORAÇÃO

Onde, naturalmente, se estuda o Evangelho

de Nosso Senhor Jesus Cristo, e se ora,

individualmente ou em conjunto, como o próprio

nome esclarece.

2. O HOSPITAL


Onde são recebidas as criaturas recém-

desencarnadas para o tratamento que necessitam


no seu processo de readaptação ao mundo

espiritual, tendo em vista o equilíbrio do corpo

espiritual.

3. A ESCOLA

Onde se ensina o respeito às Leis Divinas e

matérias que interessam aos residentes como

Astronomia, Patologia Espiritual, etc.

4. ARQUIVO ESPIRITUAL DA COLÔNIA

Como o próprio nome define, trata-se de

centro para onde convergem todas as

informações que dizem respeito aos tutelados da

Colônia, inclusive aqueles que ela promoveu a

reencarnação e se acham ainda na carne.


*


Como se vê no desenho, as quatro divisões

são marcadas com floridas alamedas, e as

construções obedecem a uma simetria idêntica no

seu todo.

Quando apresentamos o desenho ao nosso

Chico, dizendo-lhe ser da Colônia de Eurípedes,

ele nos disse:

- Uma das Colônias...

E nos referiu uma que está sobre a cidade

de Palmelo (GO) dizendo haver ainda outras

delas.

Tivemos notícias dessa Colônia Espiritual de

Eurípedes Barsanulfo pela mediunidade de nosso

querido médium Francisco Cândido Xavier, em

mensagem que consta de seu livro Vozes da

Outra Margem (ed. IDE, Hércio M.C. Arantes,

Espíritos Diversos), no capítulo Casa de

Eurípedes no Mundo Maior, página 151, do qual

destacamos os seguintes trechos:

"Capítulo 17

Casa de Eurípedes no Mundo Maior

Quando o sr. Edem recebeu em Uberaba,

pelo lápis mediúnico de Chico Xavier, a 16 de

junho de 1984, afetuosa carta de sua progenitora,

D. Noêmia Natal Borges, prima de Eurípedes

Barsanulfo, não esperava que, juntamente com


notícias mais ligadas ao seu reduto familiar, ela

trouxesse amplo noticiário da grande família

"euripidiana", já domiciliada no Plano Espiritual.

De fato, além dos consangüíneos, existe

imensa família de corações, encarnada e

desencarnada, gravitando em torno do

missionário sacramentano que se doou à

Humanidade, num apostolado de amor dos mais

expressivos. Pois, em suas múltiplas funções: de

destacado homem público, como jornalista e

vereador; de emérito professor, com inovações

pedagógicas avançadas para a época, aplicadas

no Colégio Allan Kardec, que ele fundou em 1907;

e de dedicadíssimo espírita, atuante em várias

áreas, como orador, doutrinador e especialmente

médium, dotado de várias faculdades,

destacadamente a de cura - ele soube

exemplificar a fé viva, o trabalho perseverante e a

caridade sem limitações.

E, bem sabemos, suas atividades no Mais

Além continuam, invariáveis, desde a sua

desencarnação, em 1918.

Não é de estranhar, portanto, que a "Casa

de Eurípedes", localizada no Mundo Maior,

conforme descrição da mensagem que

transcreveremos a seguir, seja uma imensa

instituição, "de extensão difícil de ser mostrada

com frases terrestres", refletindo, naturalmente, a

extensão de recursos espirituais que irradiam

desse tão querido servidor de Cristo:


Meu querido Edem,

Deus nos abençoe.

Agradeço a sua bondade filial, tentando a

obtenção de notícias minhas.

(...) Gastei alguns dias, segundo imagino,

para acordar, de todo, com bastante lucidez e fui

informada de que estava admitida à Casa de

Eurípedes, onde cada coração dispõe de espaço

suficiente para aprender e renovar-se. Ali

reencontrei a querida vovó Meca, o pai Manoel, a

Eulice, a Mariquinhas, o Homilton, e quanta gente,

meu Deus, que me lembrava o tempo em que

perguntava pelos desencarnados queridos sem

resposta.

Não sei como descrever a moradia de nosso

querido Eurípedes, porque numa extensão difícil

de ser mostrada com frases terrestres, ali se

dividem o Lar, a Escola, o Hospital, o Recinto da

Oração e os Parlatórios para diálogos entre os

residentes e os visitantes à procura de

orientações, incluindo os amigos ainda

encarnados que chegam até nós em transitório

desdobramento para receberem instruções que

conseguem guardar de memória, quando

despertam no mundo, como intuições e

lembranças que muitos consideram fantasia.


Ali, numa união fraterna em que se en-

trelaçam os nossos melhores sentimentos,


estavam Amália Ferreira, Maria da Cruz, Maria

Duarte, Sinhazinha Cunha, e outras muitas


companheiras de ideal e trabalho, cuja companhia

nos facilita o aprendizado do amor verdadeiro.


Dentre os mais novos companheiros recém-

chegados, destaco a Corina, em preparativos


para novas atividades na benemerência do

ensino; o Ismael, do Alcides, comprazendo-se em

acompanhar a mãezinha e a esposa, os filhos e

descendentes com o amor que lhe conhecemos; o

Jerônimo, sempre atraído para as boas obras de

Palmelo; a Edalides, ainda presa a São Carlos; e

muitos outros amigos do bem que, unidos, nos

inspiram a felicidade de crer no amor fraterno e no

trabalho sem qualquer idéia de recompensa. (...)


2 - ESFERAS ESPIRITUAIS DA


TERRA


Desde que apresentamos, ao nosso querido

irmão Francisco Cândido Xavier, a planta baixa da

cidade Nosso Lar que fez parte de nosso livro

Cidade no Além, com aquela doçura que lhe é

peculiar, mas com significativo acento na voz,

notificou-nos que aquilo era o começo de um

trabalho que deveríamos continuar, porque iria se

desdobrar, sendo justo confessar que o havíamos

interrompido há três anos.

Ali mesmo, ao lado do companheiro que

temos em grande conta, rogamos a Jesus que

nos amparasse no desenrolar desse trabalho,

porque nos víamos sem recursos para tarefa tão

delicada qual a de retratar, no papel, tudo aquilo

que nossos olhos espirituais, em desdobramento,

viam no Mundo Maior, especialmente em nossas

excursões àquela cidade que nos afeiçoamos.

As visitas à cidade espiritual, no entanto,

embora possa não parecer, deixavam em nossa

mente um mundo de interrogações que nossos

modestos conhecimentos do Mundo Maior, por si


só, não sabiam responder. Por exemplo, onde se

assenta, a cidade espiritual, em que consistem

suas bases, já que está sobre a nossa cabeça,

num espaço de céu azul que não podemos

compreender, coberto pelo solo de Nosso Lar?

O Benfeitor Amigo, que nos tutela a tarefa, já

há algum tempo, gosta de nos ensinar através

das manifestações da Natureza, que sempre é um

livro aberto a nos demonstrar todos os fenômenos

e lições da Vida.

Não se passaram muitos dias.

Abrindo-se para a rua, sempre deserta ao

lado de nossa casa, há uma ampla janela através

da qual, desde os tempos em que estávamos

presa ao leito em virtude de abençoada paralisia,

era dali que víamos o mundo exterior,

contemplávamos o céu nas noites cheias de

estrelas, admirávamos o mundo vegetal e animal

que nos cercava, aprendendo a sentir toda a vida

que havia ao nosso lado, como a nos presentear

com alegrias simples iguais o canto dos

passarinhos, a chuva fresca soando na vidrada,

as cores aveludadas das flores que nasciam por

toda parte.

A minha janela era a luz do meu horizonte e

a confidente de minhas confissões interiores,

quando me analisava e lutava para conseguir

superar as minhas limitações.

Certa manhã, ao invés do chilrear dos

passarinhos junto ao meu quarto, um barulho


estranho soava ameaçador, como um lamento

terrível e estertórico. Era uma motosserra que

rugia decepando frondosa árvore, que me

oferecia sombra amiga e agasalhava os pássaros

inquietos que sempre sonorizavam o meu quarto

com o seu canto alegre. Antes que pudesse tomar

ciência do desastre, minha árvore amiga caía com

estrondo para deixar espaço ao asfalto de nova

rua que se desenhava. Era o progresso

avançando e nos cobrando um alto preço.

O dia transcorreu ao ritmo daquele barulho

triste com a faina de jovens operários retalhando

os galhos da frondosa árvore, e confesso que não

me foi nada agradável o fato que fui constrangida

a presenciar.

À tarde, fomos ver de perto o estrago. As

árvores morrem de pé. Aquela doía na alma vê-la

inerme no chão, feita em pequenos pedaços,

condenada à morte e condenada ao fogo.

O Sol se despedia no horizonte, e só nos

restava orar.

No meio da dor, sentimos a presença de

uma visita amiga. Nosso Benfeitor chegava não

apenas para suavizar nossa melancolia, mas para

dar-nos uma lição através da Natureza.

Deixamos de fitar o céu, que se coloria de

vermelho aos derradeiros raios do Sol, e voltamos

nosso olhar para um pedaço do tronco decepado

que se nos mostrava pela ferida molhada de

seiva, que pareciam lágrimas, onde se


desenhavam lindas circunferências. Uma dentro

da outra. Talvez, por elas, se pudesse contar os

anos de vida daquela árvore. Que graciosa

tessitura!


Escureceu e, mais reconfortada, re-

gressamos ao nosso aposento e fomos dormir,


impressionada com a lição recebida.

Na manhã seguinte, apesar da tristeza pela

ausência da arvore amiga, estava algo confortada

interiormente. Pus-me a pensar nas

circunferências, no lindo tronco serrado, na

maravilha da obra de Deus. Houve uma

interferência em nosso pensamento e tudo nos

indica que, à noite, nosso Benfeitor completou a

lição da tarde, porque pareceu-me uma repetição

ao ouvi-lo:

"Se fora possível cortar a Terra pelo meio,

em seu todo, quer dizer, até onde alcançam seus

limites verdadeiros, ver-se-iam círculos iguais

aqueles, uns dentro dos outros, representando

estágios da vida espiritual, ou esferas vibratórias

onde vivem os Espíritos, de acordo com a sua

elevação. Numa dessas esferas estão as bases

de Nosso Lar, a Colônia que conheces." (pág. 73)

Diante daquela maravilhosa lição, fui

impulsionada para elaborar o desenho.

Fizemos o primeiro desenho com doze

esferas.

Depois fizemos o segundo, com sete esferas

partindo da Crosta terrestre.


A primeira, onde pisamos e respiramos, que

nos envolve e convive conosco, é o Umbral

grosso, de muito sofrimento, onde o mal

praticamente impera.

A segunda abriga as instituições espirituais

conhecidas como Moradias, das quais nos falou

André Luiz, que mesmo em sendo ainda Umbral,

a vida espiritual já é mais amena, conquanto o

sofrimento dos Espíritos que por ali estagiam.

A terceira esfera, ainda Umbral, embora em

seus limites extremos, é onde está a cidade

espiritual conhecida pelo nome de Nosso Lar, e é

cor de ouro. Ficamos emocionada e foi nesse

enlevo que sentimos o auxílio direto de nosso

Benfeitor Amigo ao nosso lado.

Colorimos a quarta esfera de azul, a cor do

céu. Estão aí os Espíritos encarregados das Artes

em geral, Cultura e Ciência.


A quinta esfera, que pintamos de cor-de-

rosa, é a do Amor Universal, onde estagiam


Espíritos que sublimaram os sentimentos.

Na sexta esfera estão os Espíritos que

mantém contato com a Diretriz do Planeta, que

decide os grandes planos da vida planetária.

Depois dela vem a esfera externa, aberta

para o Infinito, para os outros mundos e

constelações, um verdadeiro Céu por representar

libertação do Espírito no Cosmo Universal.

Ao terminar, estávamos encantada com a

beleza da estrutura da Terra. Ela é divina, filha da


Natureza, e estamos dentro do seu ventre -

verdadeiro ventre materno -, a meio caminho à

procura da Luz.

Muito nos falta, ainda, para chegarmos à

última esfera. Teremos que nascer e renascer

muitas vezes, até que cheguemos a entender a

beleza suprema da Luz e nos integrarmos na

grande família universal.

*


Havíamos reiniciado nosso trabalho,

agradecendo a Deus e ao nosso Benfeitor

Espiritual, rogando-Lhes bênçãos para hoje e todo

o sempre.


*


Levamos os dois desenhos para nosso

Chico Xavier vê-los. Disse-nos, espontâneo:

"É essa a forma real da Terra. Se cortarmos

ao meio uma cebola, nos dará essa visão, de uma

esfera dentro da outra."

Em poucas palavras, nosso Chico havia dito

tudo.

Voltamos confiante, para prosseguir no

trabalho dos desenhos.


3 - UM DOS TEMPLOS DE

INICIAÇÃO, NO MINISTÉRIO DA


UNIÃO DIVINA


Um dos Templos de Iniciação, localizado

numa das pontas da estrela, representativa do

Plano Piloto, onde está o Ministério da União

Divina (pág. 58), presta-se à iniciação, para os

Espíritos que atingiram Nosso Lar, e que almejam

passar à esfera seguinte, preparação que demora

longos anos.

Acompanhando a forma do terreno onde se

localiza sua arquitetura tem linha triangular.

O templo dispõe de uma única porta estreita.

Comporta dois salões, sendo um no térreo e

o outro no pavimento superior, ou cúpula.

Através dos vitrais, que existem em cada

canto, durante o dia flui a iluminação natural. O

material da cúpula deixa passar a luz.

Uma antena de captação de Força Cósmica

está assentada na cúpula e ligada à aparelhagem

adequada para o intercâmbio com os Planos

Superiores.


Vê-se, ainda na cúpula, um arco-íris,

simbolizando as energias solares através das

cores. Também se vêem duas constelações, o

Cruzeiro e o Triângulo e, ao lado, as estrelas Alfa

e Beta.

Alfa é uma estrela de primeira grandeza, e

um dos sóis mais próximos do nosso.

Fomos informados de que o acesso ao

templo nos era vedado.

Que Jesus nos abençoe, dando-nos uma

nova oportunidade de trabalho.


4 - O CASTELO DE VEGETAÇÃO


No parque de estudos, do Ministério do

Esclarecimento, está o Castelo de Vegetação

(pág. 59), com forma de estrela de cinco pontas,

idealizado e realizado pela Irmã Veneranda, que

dirige os serviços de estudos que nele se

desenvolvem.

Quando fizemos o desenho, que é uma

visão aérea, de um Espírito volitando, não

imaginávamos a beleza interior e o seu

simbolismo.

Depois algumas coisas nos foram reveladas

sobre seu projeto e execução.

Foi uma homenagem da grande Benfeitora

ao Criador, na decoração simples tirada da

Natureza, onde procurou retratar páginas vivas do

Evangelho de Jesus.

Veneranda, com seu amor desmedido,

plantou a trepadeira, dando-lhe a forma de uma

estrela de cinco pontas.

O Castelo da Vegetação é um templo de

estudo, na paisagem viva da Natureza, onde

podemos estudar a evolução do Homem, a saber:


I - O Homem em forma de estrela. A

trepadeira acha-se plantada no centro da área,

conforme se poderá ver no esquema do desenho.

Cresceu, ganhou altura e, no início do

caramanchão, sua ramagem tomou forma

espiralada, à medida que se desenvolveu, até

chegar o momento de separar as ramagens, para

formar as pontas da estrela, que são cinco,

representando o Homem, a saber: as duas pontas

inferiores representam os pés; as laterais, direita

e esquerda, são os braços, e a vertical da estrela

simboliza a cabeça. Veneranda deu, pois, à

trepadeira essa linda forma humana.

II - A mesma trepadeira retrata A evolução

do Homem.

A semente é o princípio da vida. Essa

Centelha Divina, depois de uma longa caminhada,

encontra-se na monera.

O broto, no seu crescimento até atingir o

teto, é o início da trajetória evolutiva do ser.

Depois que inicia o espiralado, vem o início

do livre-arbítrio. Vai e volta nas sucessivas

reencarnações.

As voltas que vão sendo dadas, para ampliar

a circunferência, são os ciclos evolutivos do

Homem, em milhões de anos, até que não mais

necessite reencarnar. É quando toca nas cinco

bases dos triângulos, transformando-se em uma

Estrela, e fazendo-se Espírito de Luz.


Lembramos as palavras de Jesus: "Faça-se

Luz!"

Aí está a Evolução do Homem simbolizada

na trepadeira que forma o Castelo da Vegetação.

Veneranda cultivou-a com tanto amor que

ela cresceu, cobriu-se de flores luminosas (porque

em Nosso Lar as flores armazenam a luz solar) e

transformou-se na forma de lindo astro, templo

divino da Natureza, onde tanto se aprende com

Jesus.

O Castelo é página viva do Evangelho

exemplificado, na nobreza do Espírito de

Veneranda, a sublime Ministra de Nosso Lar, que

no-lo deixou formado por uma singela trepadeira,

encerrando tanta sabedoria.

Agradecemos ao Benfeitor Amigo por nos

auxiliar a retratar no singelo desenho tanta

maravilha do céu.


5 - EDIFÍCIO DA GOVERNADORIA -

O CASTELO DE NOSSO LAR


Por causa da atmosfera muito rarefeita da

Cidade Espiritual, a luz e as cores são lindas e

suaves. A paisagem é magnífica.

Temos limitações para descrever a beleza,

realmente divina, de Nosso Lar. Na estética das

coisas mais simples, por exemplo, no

caramanchão de Veneranda, e por toda parte,

encontramos a manifestação gloriosa de Deus.

Na beleza dos jardins da Praça, das

alamedas, das fontes murmurantes e de toda a

paisagem em floração recebendo o beijo do Sol,

há uma perene festa de cor e luz.

O Castelo (pág. 60), que se encontra no

coração da cidade, bem no centro da estrela que

lhe dá forma, não poderia ser nota dissonante

nessa esfera celeste.

Sua arquitetura é magnífica.

Em cor de neve, com as sete torres alvas

estendidas para o céu azul, é mensagem de paz e

templo divino de trabalho, do Homem diante de

seu Criador. Harmonia perfeita, em ambiente de


paz, luz e amor, ali tudo fala da grandeza de

Deus.

O prédio se divide em sete setores de

trabalho, sendo seis deles em torno do sétimo.

O corpo central do prédio, e a cúpula,

destina-se ao Governador, sendo que os demais

são ocupados pelos Ministérios, que são seis.

No anfiteatro da torre central, é onde o

Governador e os setenta e dois Ministros se

reúnem, ao crepúsculo, em oração, para louvar O

Coração Invisível do Céu.

O anel da torre, é um amplo salão redondo,

de onde se avista todo o horizonte circundante, e

a cidade espiritual. A visão daquela altitude é

linda. Através do material cristalino da torre, se

avista ao longe.

Ao som das harmoniosas vozes dos

Ministros, se desenha no espaço o coração azul,

que vem refletir-se dentro do salão, onde se

realiza a sublime reunião do crepúsculo.

Em resposta às orações das setenta e duas

figuras venerandas e do Governador, chegam das

Esferas Superiores cantos angélicos,

evidenciando a comunhão com o Criador do

Mundo, banhando-os de paz, luz e Amor

Universal.

Nota - A fotografia, existente no Parque

Hospitalar, de que fala André Luiz, foi tirada em

uma dessas reuniões, quando o governador


louvava, em pé, o Coração Invisível do Céu. Essa

reunião diária é sagrada em Nosso Lar.


6 - A CÚPULA DO CASTELO


Nesse Castelo, como dissemos, trabalha e

vive o Governador da cidade.

A linda cúpula (pag.61), de janelas ovais

volteadas com delicadas pérolas realçando os

lindos bordados do prédio e das torres, se

confunde com as nuvens brancas como neve. Ao

pôr-do-sol, pontilhado de ouro, esse templo de

trabalho é um poema a falar de Deus.

Há numa cúpula do Castelo um centro de

informações, um verdadeiro acompanhamento da

vida terrestre, com todos os requintes da mais

avançada técnica eletrônica.

Existe ali uma enorme esfera, uma réplica do

Globo Terrestre, com a geografia dos continentes

e mares, dentro da qual funciona possante e

complicada aparelhagem transceptora, via

imagem e som, com notícias detalhadas de tudo

quanto se passa nas esferas circundantes.

Em cada região do Globo se podem

vislumbrar cenas ao vivo, registradas por esses

sensíveis equipamentos, muito mais

aperfeiçoados que os nossos implementos de


comunicação. Através desse importante serviço, o

Governador, e os seus Ministros, podem

acompanhar os fatos que interessam a todos.

É uma aparelhagem deslumbrante.

Trouxemos seu desenho para dar melhor idéia do

trabalho magnífico, do Governador e seus

cooperadores, em benefício da vida em nossa

Terra.

Agradecida, rogo que Jesus os ilumine cada

vez mais.


7 - O PAVILHÃO DO

RESTRINGIMENTO


Quando apresentamos ao nosso Chico

Xavier, o desenho do restringimento, ele nos

disse:

- Heigorina é isto mesmo o Restringimento.

O processo é mais lento, tratando-se de

reencarnação compulsória, nesta categoria de

Espírito. Leva mais de ano para completar o

restringimento.

Assim que se inicia a fase do sono letárgico,

o corpo espiritual vai se despojando da matéria

grosseira, ficando o perispírito sutil, sem trazer-lhe

prejuízo algum. Por exemplo: "A cobra que deixa

a casca."

Olhando-nos com uma pausa, acrescentou

depois:

- Este despojo grosseiro é enterrado em

lugar próprio, num Cemitério.

Apontando depois o desenho, do resultado

do restringimento, que tem a forma ovalada

lembrando uma pastilha, nos informou:


- Quer seja a Senhora ou a Mãe Solteira, se

não tiver no ventre materno o sêmen espiritual,

não há fecundação pelo espermatozóide. Há a

concepção espiritual e a material.

*


O Pavilhão do Restringimento (pág. 62) é

inteiramente translúcido, deixando, portanto,

passar os raios solares, cuja caloria é

armazenada em aparelhagens próprias, visando o

aquecimento de gavetas, iguais a berços, onde

são depositados, em forma de sêmen espiritual,

os Espíritos que passaram pelo processo de

restringimento do corpo espiritual, para nova

reencarnação.

São verdadeiras estufas aperfeiçoadíssimas,

resguardando os reencarnantes que retornarão ao

corpo físico.

Nessa fase, já estão esquecidos da

existência anterior e prontos para nova

experiência.

Destina-se aos Espíritos que são obrigados

a se reencarnarem, por não poderem permanecer

por mais longo período na erraticidade, para que

possam seguir sua evolução, sob a regência das

Leis Divinas. São Espíritos da terceira ordem, e

sua reencarnação, por esse processo, é

compulsória.

Nos prédios próximos ao Pavilhão - que não

são somente os oito que aparecem no desenho -,

funcionam serviços auxiliares, verdadeiros


hospitais, que preparam o candidato, num estágio

condicionador de sua esfera mental, a fim de

sofrerem, depois, o restringimento do corpo

espiritual (pág. 63), reduzido a um diminuto corpo

ovalado onde estão preservados os seus centros

de forças, a saber: o coronário, o frontal, o

laríngeo, o cardíaco, o esplênico, o gástrico, e o

genésico, que se localizam no corpo espiritual,

matriz do corpo físico.

Chegado o momento da reencarnação, o

Anjo Guardião daquele Espírito assume seu

controle, conduzindo-o ao processo

reencarnatório.

Há duas fecundações, no momento da

concepção, sendo uma a que conhecemos, com a

penetração do espermatozóide no óvulo,

formando a célula-ovo, semente do corpo físico. A

outra fecundação opera-se no plano espiritual, e

consiste na integração do Espírito reencarnante

com o Espírito da mãe, que pode se operar de

modos diversos e que, no caso, consiste na

ingestão, pela mãe, em estado espiritual, do

sêmen espiritual a que nos referimos.

É esta fecundação, a espiritual, que vai

transmitir vida ao óvulo fecundado e modelá-lo

segundo os planos da Divina Providência, para

que venha à luz um Ser, filho de Deus, com

determinadas oportunidades de aprendizado e

reajustamento, na certeza de que nenhuma


Ovelha está distante da vista e do amor de seu

Pastor.

Assim, quando um Espírito, dessa categoria,

é levado ao processo reencarnatório, seu Anjo

guardião, que o preside, oferece à mãe a semente

espiritual contida no pequeníssimo corpo ovalado

mostrado no desenho, que irá permitir a

fecundação no plano físico.

Foi-nos permitido trazer o desenho dessa

forma de restringimento do corpo espiritual a fim

de esclarecer o leitor amigo quanto ao trabalho

sublime que se realiza nos dois planos da vida,

em nome de Deus, pelos Benfeitores Espirituais,

especialmente nosso Anjo Guardião.

Claro que existem outras categorias de

Espíritos e, por isso mesmo, outras categorias de

processos reencarnatórios.

Existem os Espíritos que já guardam o

merecimento de decidirem sobre o seu próprio

destino, claro, dentro dos limites de sua evolução

e de suas necessidades. Ajudam a preparar suas

fichas reencarnatórias e participam no estudo da

elaboração do seu futuro corpo físico, assim como

dos problemas e facilidades que deverão

enfrentar, no contexto familiar e social que lhes

servirá de ambiente.

André Luiz disserta sobre o assunto no livro

Missionários da Luz, edição FEB, nos capítulos

XIII a XV, relatando a reencarnação de

Segismundo.


Quando o Espírito alcança determinado

estágio evolutivo, que lhe permite não mais

reencarnar na Terra, ou em outro planeta do

mesmo nível, naturalmente, estará sujeito a

outros processos de ingresso em mundos

superiores, que nos são desconhecidos.


8 - NOVOS DESENHOS


Assim que o livro Cidade no Além ficou


pronto, nos desligamos dos desenhos, en-

tendendo que ali terminava a nossa participação,


e tendo em vista as nossas limitações, que não

estimulavam a retomada do trabalho.

Em uma das nossas visitas ao abnegado

irmão Francisco Cândido Xavier, ele nos

perguntou:

- Como vão os desenhos?

- Que desenhos, Chico?

- De Cidade no Além.

Para nós foi uma enorme surpresa, uma vez

que entendíamos tudo terminado. Chico

continuou:

- Lucius está dizendo que é preciso

continuar com os desenhos.

Ficamos pensativa e em silêncio. E ele

reforçou a advertência:

- No Campo da Música você colocou apenas

um mosaico, com uma clave de sol, para dizer

que ali é o Campo da Música. Precisa fazer o

desenho.


Regressamos apreensiva, sabendo que

nosso trabalho não havia terminado e pensando

na necessidade de rigorosa preparação espiritual,

que deve anteceder ao desdobramento em visita

aos locais que deverão ser desenhados, como

notícias à Terra.

Os dias que se sucederam, nos encontraram

mergulhada na conscientização da nossa tarefa,

mas a idéia dos desenhos já nos enchia o

coração de alegria. Há quanto tempo já não sentia

uma vibração de paz interior tão grande!

Agradecia a Jesus essa nova oportunidade,

quando iria reaquecer minhas faculdades

mediúnicas paradas.

Veio a tarde e, quando encerrávamos

nossas tarefas cotidianas, o Sol se deitava no

poente. À noite, ainda com a alma inundada

daquela vibração sublime, fiz minha prece, ouvi

música suave e adormeci. Vi-me sair do corpo,

entendi que me achava em pleno desdobramento,

rumo à Colônia Espiritual.

Às vezes só registramos a saída e a

chegada ao corpo, ou ao local onde vamos

realizar o trabalho. Cremos que não há

necessidade de se registrar toda a trajetória da

viagem, o importante é guardar na memória o

lugar onde vamos, para trazer o desenho.

Na verdade, não temos capacidade para

tudo registrar e lembrar.


Fomos informadas que, para irmos a

grandes distâncias, existem aparelhos que se

deslocam com incrível rapidez e que pousam aqui

na Crosta, para o transporte de Espíritos

encarnados que, à noite, têm tarefas a cumprir no

mundo espiritual.

Nosso Benfeitor, para não nos ofuscar, nos

desvenda pouco a pouco tanta beleza que existe

além dos véus da carne. Certa feita, fez-nos

conhecer uma nave de transporte individual, com

a forma de um pássaro (págs. 64/65), dispondo

de um painel de controle; entrei dentro do

pássaro, como se este fosse uma roupa que me

vestia, e senti o perispírito aderir às paredes

internas da nave individual.

Desta vez, registrando apenas a saída e a

chegada, chegamos ao Campo da Música (pág.

66), em plena cidade Nosso Lar.

Vimos, desde logo, um lindo edifício que é o

Palácio do Cisne ou da Música.

Pouca informação tivemos da origem

daquele magnífico castelo que nos surgia diante

dos olhos deslumbrados de emoção, frente a

tanta beleza.

A nossa capacidade de lembrar e desenhar

o que vemos, depende muito do nosso estado de

alma no momento da visita, do interesse que nos

desperta o móvel de nosso trabalho, a fim de

tentar captar-lhe os mínimos detalhes, não só da


forma, mas, também, das cores e luzes. Por isso,

em nosso trabalho mediúnico a disciplina é tudo.


9 - O REGISTRO DO PALÁCIO DO


CISNE


- Vamos iniciar a memorização pela cúpula

(pág. 67) - disse-nos o Benfeitor Amigo.

Trata-se de uma semi-circunferência,

formando uma abóboda de finíssimo cristal, em

cuja extensão existem notas musicais dispersas,

uma partitura de O Canto do Cisne. O colorido é

de uma beleza indescritível.

Em cima da cúpula há uma linda harpa.

Debaixo dela, o amplo salão redondo, aberto

em sua volta, com pilares, formando espécie de

sacada, dando visão total do Campo da Música.

Em seguida o outro salão, inteirinho de

paredes de cristal e, logo abaixo, aquele onde se

acha o Cisne, dentro da piscina, em uma flor

translúcida.

A orquestra costuma ficar dentro do Cisne.

A ornamentação varia segundo as músicas

celestes que são executadas naquele castelo de

luz e flores.

Ficamos a meditar na sublimidade das

músicas que devem ser ouvidas ali, uma vez que


lhe têm acesso apenas os Espíritos mais

elevados. Registrando o nosso pensamento, o

Benfeitor perguntou:

- Está ouvindo as músicas que estão sendo

captadas pelos aparelhos?

- Não.

- Elas vêm de outras esferas celestes.

Nossos aparelhos de som são muito mais

aperfeiçoados do que os da Terra. Dispomos de

muito mais recursos de transcepção. Aqui são

ouvidas, constantemente, músicas das mais

sublimes.

Encerrando o diálogo, convidou:

- Vamos acabar de fazer o registro dos

detalhes do Castelo, terminando no saguão, com

seus pilares e piso maravilhosos, em volta do

Palácio da Música, e os mosaicos de mármore,

com a bela clave de sol desenhada neles.

Deparando a clave de sol, recordamos

nosso Chico e sua suave advertência para que

retomássemos o trabalho.

Foi no enlevo dessa grata recordação que

acordamos, trazendo nítida visão do Castelo da

Música, que nos possibilitou a feitura do desenho

que ilustra este livro.

*


Recordamos as últimas informações do

Benfeitor Celeste com respeito à música:

- Os Espíritos que freqüentam o Campo da

Música têm por dever saber música. O seu estudo


faz parte da evolução desses ouvintes. É uma

Universidade Espiritual. Seus corações são

tocados pela música, dando-lhes sentimentos

angélicos, são harpas luminosas entrando em

sintonia com a harmonia celeste, participando da

Grande Orquestra Divina, que toca hinos sublimes

sobre o Amor e a Caridade. Essas músicas são

tiradas das sinfonias dos astros, que embalam

berços de humanidades no Infinito. São ritmos

harmoniosos da mecânica celeste, em cujo centro

está Deus, Deus que é Amor.

*


A nossa eterna gratidão aos Benfeitores

Amigos, dos dois planos da vida, por nos

ensejarem a oportunidade de mais este desenho,

do Palácio do Cisne, no Campo da Música.


10 - RETORNO AO CAMPO DA


MÚSICA


Não transcorreram muitos dias, e estávamos

de regresso ao Campo da Música.

Não poderia perder mais tempo, pois Lucius

tinha pressa em continuar o desenho daquele

recanto de Nosso Lar.

Já conhecíamos o castelo, e, agora, o que

nos deslumbrava era o anel formado pelas águas

azuis, refletindo a claridade prateada da lua cheia,

coroado de pontos de luz, reflexo das estrelas que

salpicavam o firmamento. A água parada é o

espelho a mostrar o Céu.

O símbolo do anel é o traço de luz entre o

Criador e o Homem, através da música divina.

Nesse enlevo espiritual, o Benfeitor nos convidou

para o trabalho de memorização.

O Castelo acha-se no centro do anel de

água cristalina.

Pontes delicadas ligam as partes interna e

externa do anel, dando acesso a quatro salões

enormes, um em cada canto do Campo da

Música.


As alamedas, em linda simetria, dando

acesso às fontes luminosas, em forma de estrela,

com lindos jardins, no belo policromo do Campo

da Música, formam um lindo bordado visto pelo

alto.

Na entrada do Campo da Música, não

destoando do conjunto harmonioso, existe um

belo Coreto (pag. 69), onde estão dois corações,

símbolos do amor sublime, que é um convite à

meditação.

Todos os locais são franqueados aos

freqüentadores do Campo da Música, mas eles

não se misturam. Cada um procura o seu recanto

de lazer. São eles mesmos que se agrupam em

núcleos afins, de conformidade com a evolução

espiritual de cada um. Este o motivo da divisão

feita por eles mesmos.

Ouvem a musica que alimenta seu Espírito,

e sentem-se felizes naquele ambiente fraterno,

em que comungam corações afins.

No Palácio do Cisne só se ouvem Concertos

Divinos.

As músicas que se ouvem lá, não podem ser

comparadas com as que se ouvem aqui na Terra.

O colorido das flores obedece à nota

harmoniosa da Natureza.

É um verdadeiro concerto divino e celeste.

Alegra nossos Espíritos e, quando sentimos

sua beleza, integramo-nos na Estrutura Divina.


A música, com sua melodia harmoniosa,

arranca um doce embalo para nossas almas em

ascensão.


Existe entre a música e as cores corres-

pondência exata. Assim sentimos a grandeza de


tons e acordes, harmonia e afinação.

Cores e música completam-se para dar ao

Nosso Lar, ambiente de equilíbrio. E, neste

ambiente sublime, transportamo-nos à

compreensão de uma vida melhor do Espírito.

Somente pelo Espírito podemos sentir a

grande harmonia que se transfunde em amor

puro, pois este rege os mundos. Músicas e cores

se integram definitivamente na Lei Universal,

porque representam o pensamento de Deus.


*


O anel, formado pelas águas, representa o

elo divino entre o Criador e a Música.

As fontes de águas cristalinas, em forma de

estrelas, são medicamentos espirituais e lindas

ornamentações, com flores policromas e

luminosas.

As árvores na simetria perfeita, são

verdadeiros espetáculos da Natureza. Na paz e

harmonia do ambiente, que embala os que lá

estão em profundo devaneio espiritual, faz sentir a

grandeza do Criador - Deus.

Na festa de cores e música, com os astros a

bailar na gravitação do Universo, obedecendo à

grande sinfonia celeste, os Espíritos refazem as


energias para o trabalho sacrossanto da Seara do

Mestre.

Na parte externa do anel, temos os prédios que

são os Clubes.

As programações do Palácio do Cisne são

diferentes, mas somente são apresentadas músicas

sublimes ou celestes.

A música clássica é executada nos salões e

equivalem à ópera, etc.

No Coreto, com os bosques, satisfazendo o

gosto, é tocada música popular para os que lá

frequentam.

Feliz daquele que já pode freqüentar o Campo

da Música em Nosso Lar, mesmo debaixo das árvores,

nos Templos Divinos, sob a luz das estrelas. Que

lindo!...

Rogamos a Jesus, e ao Benfeitor Celeste, que

nos permitam, um dia, freqüentarmos o Campo da

Música, pelo menos o seu Coreto, debaixo das

frondosas árvores, onde estão os dois corações,

sentindo o Vosso, Mestre, junto ao nosso, no

agradecimento ao Criador dos Mundos, apesar de

nossa imperfeição, sob a luz das estrelas, e nos

permita, ainda, ouvir a Grande Sinfonia dos astros,

para nós, a maior manifestação de Deus.

Esta é a nossa súplica, partida de nosso coração

reconhecido por tanta grandeza, Senhor, que a nossa

alma está sentindo ao registrar o Campo da Música.

Obrigada Senhor, muito obrigada.


11 - GRANDE SURPRESA -


A CRUZ


Ao terminarmos os desenhos, nos

apressamos em levá-los ao nosso querido Chico,

para que os visse.

Depois de dialogarmos longo tempo sobre

os desenhos, e a mediunidade, Chico nos

perguntou de repente:

- Você não recebeu um desenho que tem

uma cruz?

- Cruz, Chico?

- É.

- Não - respondi surpresa.

Houve uma pausa e recompondo-me

acrescentei:

- Não recebi não, e, aliás, não sou muito

ligada à cruz.

- Mas você vai recebê-lo.

- Mas cruz, Chico?!

Mudando a voz, numa atitude de respeito e

com um sorriso angélico, ele disse:

- Ela é linda!


Houve uma pausa, um silêncio. Em minha

simplicidade de espírito, pensei que fazer o

desenho de uma cruz não deveria ser tarefa

difícil.

Não nos esquecemos mais da expressão do

nosso querido Chico, quando se referiu à beleza

da cruz.

Na realidade, quanto ao desenho, não

tínhamos a mínima noção de qual cruz se referia.


Voltamos para a nossa casa, e não pen-

samos mais na cruz.


*


Passadas umas duas semanas, um dia

levantei-me, numa manhã banhada de luz, com a

alma muito feliz, como se algo bom devesse

acontecer comigo.

Alvas nuvens corriam no azul celeste do céu.

Que dia lindo! O canto dos pássaros, a Terra

mesclada de cores e luz, tudo era um convite à

meditação.

Era-me tão confortável aquele estado

vibratório que zelava para dele não sair,

usufruindo a felicidade que me invadia o ser.

Cumprimos nossas tarefas cotidianas

continuando a sentir como se o céu tivesse se

fundido com a Terra. Assim o dia se findou.

Veio o entardecer que logo cedeu lugar à

noite.

Coloquei minha música suave, fiz minha

prece agradecendo a Deus por aquele dia feliz da


minha vida e, nessa sintonia com a vibração do

Alto, logo adormeci.

Vi-me no espaço, sentindo mais próximas as

luzes das estrelas. Sabíamos que era um

desdobramento, assim que saímos do veículo

físico, consciente até um certo momento.

Depois, que agradável surpresa! Estava num

lugar celeste. Lá no centro havia uma Cruz muito

linda (pág. 70).

Engastada na junção das duas partes, uma

estrela brilhante parecia um sol de primeira

grandeza.

Controlei as emoções e pareceu-me ouvir,

recordando, nosso amado irmão Chico repetir: -

Ela é linda!

Sabia da disciplina que o momento impunha,

por estar em trabalho. As lágrimas de emoção

impediam-me de ver a sublimidade da paisagem

viva, não podendo, assim, fazer o registro do

magnífico desenho.

Foi quando o Benfeitor Amigo nos

esclareceu compassivo:

- Estamos no Ministério da União Divina, na

pontinha da estrela de Nosso Lar. Memorizemos

para o desenho. As árvores, com sua postura

ereta, representam uma ligação com o Alto. Há

aqui reuniões com a abóboda pontilhada de

astros, no Céu, em pleno Céu. Cada uma dessas

árvores representa um Ministro de Nosso Lar. São

setenta e duas, formando um triângulo. Tudo aqui,


na Colônia, é simbólico. A árvore de tronco

grosso, onde estão os bancos, é a Árvore do

Evangelho à qual Jesus se referiu, aqui

representando o Governador. No plano mais alto,

onde está o jardim, há doze árvores,

resguardando a Cruz, simbolizando os Apóstolos.

A Estrela de primeira grandeza representa Nosso

Senhor Jesus Cristo quando veio ao planeta. A

Cruz está sobre o Globo da Terra, dentro de um

cálice de cristal, e de seus braços jorra água pura

e quem dela beber jamais terá sede.

Contemplando aquela paisagem celeste,

mais uma vez me veio à lembrança as palavras

de meu Orientador na Terra:

- Ela é linda!

Aqui deixo o desenho que pude executar,

agradecendo ao nosso Chico e ao nosso

Benfeitor Amigo, por tantas alegrias espirituais

que temos recebido, apesar de nada darmos em

troca.

Obrigada, Senhor!


12 - O BOSQUE DAS ÁGUAS


O desenho que conseguimos registrar é

muito pálido diante da realidade. É paisagem

morta, sem beleza.

Por mais que nos esforcemos, através do

colorido, para dar vida ao desenho, não

conseguimos trazer a real beleza desse recanto, o

Bosque das Águas (pág. 71).

Vamos tentar descrevê-lo.

Os frondosos arvoredos obedecem à

simetria de traçado harmonioso, com suas

delicadas ramagens de folhas translúcidas e

flores luminosas.

Os troncos deixam ver a seiva circulando,

dando-nos uma lição da bênção da vida. As

árvores são verdadeiras bailarinas no palco da

Natureza, ao roçar da brisa. As folhas

acompanham o ritmo, no murmúrio melódico,

fazendo dueto com os pássaros que saltitam nos

galhos com a sua plumagem policroma.

Ali, um nascer ou pôr-do-sol é sempre um

hino de louvor ao Criador na harmonia de cores,

sons e luz. À noite, sob o esplendor das estrelas,


com as flores luminosas, a paisagem torna-se

lindo panorama que não consigo traduzir com a

nossa linguagem.

Avistamos um pequeno percurso do Rio

Azul, deslizando em pequena corrente tranqüila,

para ganhar, depois, naquele recanto, uma

cascata onde, em baixo, as águas reunidas

formam um lindo coração, regando o magnífico

local.

Ao lado, um reservatório de água para os

freqüentadores, que para ali vão em refazimento

de forças em plena Natureza, enquanto outros

tecem compromissos reencarnatórios, em clima

de paz e amor.

Nesse ângulo de visão, deixamos o singelo

desenho, sem nenhuma pretensão artística,

rogando ao Senhor da Vida que abençoe os

corações espirituais que ali vão em busca de

lenitivo, e nos conceda maiores recursos a fim de,

mais fielmente, retratarmos as maravilhas

celestes de Nosso Lar.

Obrigada, muito obrigada, Senhor, por mais

esta oportunidade que nos foi concedida, apesar

da nossa pequenez! Obrigada, Senhor!


13 - REUNIÃO DO CREPÚSCULO


Em um dos nossos desdobramentos, fomos

ao Parque Hospitalar.

Entramos em um lindo e enorme salão, do

Recinto da Prece, do Parque Hospitalar. Tudo

estava imantado de vibrações sublimes,

traduzindo a harmonia do ambiente divino.

Ao fundo, em alto relevo, vimos quadro

representando a Reunião do Crepúsculo, no

Templo da Governadoria. Os personagens, isto é,

os setenta e dois Ministros e o Governador, que

se acha sentado, com os braços estendidos para

o alto numa posição de prece, estão todos em

tamanho natural louvando o Coração Invisível do

Céu. Parece cena viva, com jogo de luz e o

colorido natural dos participantes da cerimônia

sublime.

Verdadeira obra de arte!

Há outros mais simples, não tão fiéis quanto

esse que lembra, em sublimidade, a Ceia do

Cristo.


O Benfeitor procurou fazer o teste de

capacidade, para gravar o conteúdo do quadro e

depois desenhá-lo.

Sentimo-nos tão pequenininha diante de

tanta grandeza e sublimidade daquela cena viva,

para nós, com o coração azul espargindo luz

sobre todos, iluminando-os em foco divino.

Como haveríamos de desenhar um quadro

como esse, uma obra-prima?!

Naquele momento, sonhamos em ter o dom

artístico de um Michelângelo, para podermos

retratar tanta beleza, daquela cena divina.

Não pudemos esquecer a sublimidade da

visão. Regressamos ao corpo físico com uma

tristeza nos oprimindo a alma, na impossibilidade

de realizar o trabalho da noite.

Quantas e quantas tardes, ao pôr-do-sol,

lembro-me do quadro.

Adoro o céu desde criança, a apreciação do

crepúsculo me atrai fortemente. Olho as

pinceladas mágicas do Pintor Celeste, o colorido

na sua variedade que não se mistura. A harmonia

das cores dá uma partitura angélica às notas

escritas neste poema da tela divina. Cada cor

correspondendo a um som. Colorido e música se

fazem sentir nestas tardes de luz, som e cores, e

faz-nos lembrar além, muito além, Nosso Lar.

Em pensamento e prece, estamos a recordar

essas paragens de paz e amor.


Vinculada à cena divina, eis-nos de retorno

ao Parque Hospitalar.


Nos foi dada nova oportunidade de vol-

tarmos ao Salão.


Lá no fundo estava o quadro magnífico. Só

que, desta vez, não pudemos chegar perto dele e

avistamo-lo de longe.

O Benfeitor conduziu-nos a um ângulo do

Salão onde havia, ampliado, um retrato onde

também o Governador se acha em pé, com os

braços estendidos, louvando o Coração Invisível

do Céu, com os setenta e dois Ministros sentados

(pág. 72). Não é tão lindo quanto o outro, ao

fundo, pois se trata de uma fotografia.

Mesmo assim, sentindo a incapacidade de

fazer o registro para o desenho, reagimos e nos

dissemos que iríamos tentar levar pelo menos

esse pálido esboço, para retratá-lo no papel.

Registramo-lo e, ao despertar, mais feliz,

procuramos, com muito esforço, desenhá-lo. Não

temos facilidade para desenhar rostos. Fizemo-lo

apenas para dar uma pálida idéia, leitor amigo, da

reunião divina que se realiza ao crepúsculo, em

Nosso Lar.

Toda a colônia se põe em ligação mental

direta com o Governador.

Aí está, na medida da nossa capacidade, o

pálido desenho que apresento, com muito esforço

e a amorável proteção de nosso Benfeitor Amigo,


em benefício de quem elevamos nossa súplica a

Jesus.

Obrigada, Senhor, por mais este trabalho!

Obrigada, Senhor!

Enquanto aguardamos esta alegria, das

alegrias espirituais, a de orarmos na colônia

Nosso Lar, façamos aqui na Terra, ao pôr-do-sol,

a nossa prece procurando haurir energias e

preparando-nos, a fim de merecermos, um dia,

participar do Grande Banquete Espiritual com

Jesus, em Nosso Lar.


Um dos templos de iniciação, no Ministério da União Divina,

construído em estilo egípcio.


Nos parques de educação do Esclarecimento.

"Um verdadeiro castelo de vegetação, em forma de estrela,

dentro do qual se abrigam cinco numerosas classes de

aprendizados. No centro, funciona enorme aparelho destinado a

demonstrações pela imagem, a maneira do cinematógrafo

terrestre, com o qual é possível levar a efeito cinco projeções

variadas, simultaneamente."


Edifício da Governadoria, "encabeçado de torres soberanas

que se perdem no céu". No alto, o aeróbus. Desenho concluído em

11.10.1981.


As Torres da Governadoria.


Pavilhão de Restringimento, no Ministério da Regeneração,

onde os Espíritos são preparados para a reencarnação sofrendo o

restringimento do corpo espiritual para o tamanho adequado ao

processo.


Esquema muito simplificado de aparelho

eletromagnético de restringimento do corpo

espiritual para reencarnações compulsórias

e adiadas, e pequeníssimo corpo ovalado

em que resulta, contendo todo o substrato

do Espírito reencarnante, sendo que os

pontos indicados correspondem aos seus

centros de força.


O Campo da Música vendo-se, no centro, o Palácio do Cisne e,

ao redor, fora do espelho de água, os Coretos.


Cúpula do Palácio do Cisne.


Coreto popular do Campo da Música


A taça com o globo terrestre e a Cruz.


Vista aérea do Bosque das Águas, onde aparece o Rio Azul.


A oração do Crepúsculo com a formação do Coração Azul.


A cidade Nosso Lar, assinalada com uma estrela, está

localizada na terceira esfera acima da Crosta, sobre uma extensa

região do Estado do Rio de Janeiro (entre as cidades do Rio de

Janeiro e Campos / Itaperuna), em faixa que pode ser definida

como a periferia do Umbral.

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